DESCUBRA COMO ALIMENTAR O SEU BEBÊ APÓS O DESMAME

Outra questão importante refere-se ao uso do copinho. Para Anna, antes dos dez meses, a melhor opção é alimentá-lo com a mamadeira. “Passado este período vale substitui-la pelo copinho, evitando a cárie de mamadeira e até a obesidade”, diz. Por isso, a transição para o copinho deve ocorrer antes de o bebê completar um ano.
Durante a fase do desmame, o bebê pode ficar mais manhoso, acordar de madrugada e querer mais o colo da mãe. “Há bebês que até se negam a comer a papinha”, alerta a médica. Mas tudo isso faz parte deste processo de separação, afinal o desmame é o primeiro desligamento entre mãe e filho. Por isso, a questão emocional também precisa ser avaliada e respeitada. Vale destacar que o leite materno contém enzimas mais fáceis de digerir. “Ao se introduzir as papinhas, o sistema digestivo precisa trabalhar de forma diferenciada e isso pode causar cólicas”, acrescenta a especialista. E é fundamental ter paciência até que o bebê se habitue à nova fase.
Como alimentar o bebê na fase do desmame
A seguir, a médica Anna Bordini ensina como alimentar o bebê na fase do desmame, de forma que ele fique saudável e supere a fase de desligamento com a mãe sem tantos traumas. Confira!
• Inicie o desmame com sucos, que podem ser dados de manhã, entre as mamadas.
• Depois de dez dias, já é possível começar a alimentá-lo com as papinhas de frutas. Ela pode ser oferecida no intervalo entre as mamadas, como um lanchinho.
• Após um mês tomando suco e comendo frutas amassadas ou raspadas, já é possível apresentar ao bebê a papinha salgada, que pode substituir uma das mamadas, de preferência, a do almoço.
• Quando o início do desmame estiver completando dois meses, dá para introduzir a segunda refeição salgada.
• Neste período, a papinha de fruta continua como opção de lanche da manhã ou da tarde.
• Por fim, apresente os alimentos de forma gradual, sendo um item diferente a cada três dias. O volume da porção depende da aceitação do bebê, mas em geral, quatro colheres de sopa por refeição costumam ser suficientes.
Fonte- Dra. Anna Carolina Bordini - CRM-SP 111.280. Médica com prática ortomolecular, formada em medicina pela Universidade de Ribeirão Preto. Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. Especialização em Cirurgia Oncológica Pélvica no Hospital Pérola Byington. Pós-graduação em Medicina Ortomolecular pela FAPES. Possui consultório médico em Moema- www.clinicabertolini.com.br

COMO ATUA A MEDICINA ORTOMOLECULAR NO PRÉ-NATAL?

No entanto, é preciso deixar claro que este acompanhamento não dispensa o pré-natal com o obstetra. “A medicina ortomolecular atua como coadjuvante, podendo indicar a suplementação de nutrientes e vitaminas, que visam saúde e bem estar da mãe e do bebê”, reforça a especialista.
Antes de iniciar o tratamento, porém, o especialista deve solicitar uma série de exames tradicionais, como sangue e urina, além de outros mais específicos para avaliar a dosagem hormonal da tireoide e do estresse, por exemplo. “Com tais informações, é elaborado um tratamento personalizado para a gestante”, diz Anna. Afinal, a gravidez é um período de muitas alterações físicas e emocionais que podem atrapalhar a mãe e o desenvolvimento do bebê. “O tratamento ortomolecular não interfere no pré-natal realizado com obstetra, mas procura compensar o desgaste do organismo nessa fase, que também é influenciado por fatores externos como estresse, poluição e alimentação inadequada”, informa.
Durante a gravidez, qualquer mulher precisa de um acompanhamento especial, pois fica mais suscetível a desenvolver infecções, apresentar anemia e alergias, enfrentar problemas na pele e demais desconfortos. Além disso, Anna destaca que outro assunto importante é o controle do peso. “Por meio de uma alimentação balanceada e reposição de nutrientes pode ser mais tranquilo para a gestante manter o ganho de peso sob controle, sem ter de enfrentar o desgaste de um aumento de peso excessivo”, afirma.
De olho nos nutrientes
Para a especialista, os suplementos nutricionais e vitamínicos não substituem uma dieta rica em legumes, verduras, carnes magras, lácteos, cereais e frutas. “Por isso, a indicação sempre é apostar em um cardápio variado e nutritivo. Evitando alimentos gordurosos, industrializados e refrigerantes”, ensina Anna.
E para facilitar, a médica Anna Bordini lista os principais alimentos que devem compor a dieta de uma gestante, ressaltando os minerais e as vitaminas essenciais para uma gravidez saudável. Confira:
Ferro
Pode ser encontrado em carnes vermelhas e brancas, feijão, lentilha, grão-de-bico, folhas verde-escuras e beterraba.
Cálcio
Está presente em leites e seus derivados como queijos e iogurte, além de brócolis e nozes.
Magnésio
Mineral encontrado em cereais, arroz integral, nozes e frutas como abacate e damasco seco.
Vitamina B6
Presente no germe de trigo, ervilha, cenoura e banana.
Vitamina C
Em frutas cítricas como laranja, limão e abacaxi, além de ser encontrada em verduras como agrião, brócolis, couve e espinafre.
Vitamina E
Pode ser encontrado em cereais integrais, castanhas e ovos.
Fonte- Dra. Anna Bordini (CRM- 111.280), médica ginecologista com pratica ortomolecular da Clínica Bertolini.

CONGELAR ALIMENTOS FAZ MAL À SAÚDE?

Praticamente todos os alimentos podem ser congelados: carnes, pizzas, sopas, massas, aves, pães, legumes, molhos, bolos, salgadinhos e doces. Eles devem ser congelados na parte de cima do refrigerador em temperatura de -6° C (seis graus negativos). No freezer, a temperatura precisa estar a -18°C (dezoito graus negativos). “Para que os valores nutricionais do alimento sejam preservados é importante assegurar a qualidade do produto, que depende diretamente de como ele foi manuseado antes, durante e depois do congelamento”, destaca a médica.
Mesmo sendo uma opção prática e rápida, o consumo de congelados em excesso deve ser evitado. “A pessoa deve evitar comer somente esse tipo de refeição e buscar alternativas para alimentar-se com uma comida fresca, preparada na hora”, afirma a médica.
Na hora do congelamento
Alguns cuidados devem ser tomados no momento de colocar os alimentos para congelar. A começar pelo recipiente, sendo que o plástico ainda é o material mais indicado, pois evita a contaminação. Já o vidro e o saco plástico devem ser evitados, já que um pode quebrar e outro gruda no alimento. O ideal é não misturar alimentos diferentes em um mesmo recipiente na hora de congelar. “Muitas pessoas congelam legumes e carnes no mesmo potinho para depois preparar a comida. Esse hábito deve ser evitado devido às bactérias encontradas em outros alimentos”, afirma Anna Bordini.
Se você está na dúvida como congelar frutas, carnes, alimentos pré-preparados, a médica ensina a maneira certa de congelar cada um desses alimentos:
Frutas
Devem ser limpas e os caroços retirados. “O ideal é congelar a porção exata que será consumida posteriormente, sendo que podem ser usadas em preparações como bolos e tortas”, aconselha a médica.
Hortaliças
Para congelar hortaliças, a médica recomenda uma técnica chamada branqueamento que conversa melhor os valores nutricionais, cor, sabor e textura. “O branqueamento corresponde à lavagem das hortaliças que devem ser separadas em partes. Logo após, é preciso submergir as hortaliças em água fervente e depois em água fria, para que ocorra um choque térmico”, ensina.
Carnes, Aves e Peixes
As partes consumidas devem ser limpas. Congele apenas a quantidade que será ingerida.
Alimentos pré-preparados
Após o preparo dos alimentos, coloque-os em embalagens adequadas e, em seguida, deixe o alimento sobre um recipiente com água fria e gelo. Depois, ponha o alimento no refrigerador e após o resfriamento no freezer.
É proibido congelar
Alguns alimentos não devem ser levados ao freezer, pois são mais sensíveis e não resistem ao frio. “Por isso, frutas, vegetais, carnes e aves podem sofrer uma pequena alteração no valor nutricional”, diz a médica Anna Bordini. Confira um pouco mais:
Arroz com molho: ficará esponjoso.
Batata: amolece, esfarela e escurece.
Maionese, pudim e creme: com leite e ovos não congele.
Ovo cru inteiro: a casca estoura. Porém, a clara ao natural congela bem e dura muito tempo.
Iogurte: os componentes se separam e ficam ‘terrosos’.
Fruta: só deve ir ao freezer se estiver cozida, em calda ou purê.
Verduras, rabanete e tomate cru: murcham, amolecem e mudam de cor e de sabor.
Do freezer para a geladeira
O descongelamento de alimento deve ser feito com muito cuidado para preservar sabor, textura, aparência e qualidade dos produtos que serão consumidos. “Prefira descongelar o alimento na geladeira, o processo pode ser demorado, porém a comida fica protegida contra bactérias. Evite descongelar a comida em temperatura ambiente, pois pode estragar em questão de minutos”, recomenda a médica. A melhor escolha ainda é retirar o alimento do freezer e colocar na geladeira calculando o tempo.
Tempo de conservação dos alimentos
Dependendo do alimento, pode ser congelado por até 12 meses. Anote:
Frango: 12 meses
Carne bovina: 12 meses
Queijo: 8 meses
Peixe magro: 6 meses
Manteiga: 6 meses
Carne moída: 3 meses
Miúdos de frango: 2 meses
Peixe gordo: 3 meses
Leite: 4 meses
Pães: 4 meses
Salgadinhos: 3 meses
Pizza pronta: 1 mês

Fonte- Médica ortomolecular Anna Bordini (CRM-SP 111.280), da Clínica Bertolini.

SOJA: BENÉFICA OU PREJUDICIAL PARA QUEM SONHA COM A MATERNIDADE?

Segundo a pesquisa, um componente presente na soja, a genisteína, pode dificultar a gravidez. Esse componente químico, encontrado em todos os produtos a base de soja e seus derivados, como o leite de soja, pode "esgotar" os espermatozoides antes que eles tenham a chance de penetrar o óvulo. “A genisteína está presente em todos os produtos que contêm soja e ela é uma substância que detona uma reação no espermatozoide, fazendo com que ele amadureça antes do tempo. Dessa forma, quando chega ao óvulo, o esperma que entrou em contado com a genisteína já perdeu a capacidade de fecundá-lo”, explica a Dra. Suzete Motta (CRM-SP 93004), médica com formação em medicina esportiva.
Além disso, a genisteína é um componente semelhante ao estrogênio, hormônio feminino, e pode aumentar a duração dos ciclos menstruais, razão pela qual vários pesquisadores descobriram que 60 mg de consumo de soja por dia, podem fazer o ciclo menstrual se estender até 2,5 dias adicionais, diminuindo, portanto, a fertilidade. A soja também diminui os níveis de dois hormônios necessários para a ovulação – hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH).
No entanto, a médica diz que não é necessário que as futuras mamães declarem guerra à soja. Os cuidados com o consumo devem ser maiores apenas no período fértil e se ingerido em grandes quantidades. “O assunto deve ser mais estudado, antes que uma atitude drástica seja tomada. É preciso que outros estudos esclareçam sobre a relação desses compostos com a fertilidade humana”. Segundo ela, não existem fortes evidências para provar os efeitos colaterais associados com a soja durante a gravidez. Pelo contrário, o grande número de benefícios o torna um dos alimentos mais ricos. “Mas recomenda-se sempre uma quantidade limitada de soja na dieta diária. E é aconselhável consultar um médico e só então incluir alimentos de soja na sua dieta diária”.
Auxílio na prevenção de doenças
Apesar de ser associada à infertilidade masculina e feminina, a soja parece trazer mais benefícios que malefícios à saúde. Ela se destaca, por exemplo, por ser rica em proteínas, lipídios, fibras e sais minerais, como também vitaminas do complexo B. Além disso, a leguminosa auxilia no processo de prevenção de doenças crônico-degenerativas como a osteoporose, diabetes, obesidade; câncer de mama, de cólon, de próstata, de pulmão e de esôfago, além de atenuar os sintomas da menopausa e tensão pré-menstrual. Para que a soja não faça efeito contrário, o seu consumo deve ser de 25g de proteína de soja por dia (cerca de 60g de grãos ou farinha).

Fonte- Dra. Suzete Motta (CRM-SP 93004), médica com formação em medicina esportiva

DE OLHO NA BALANÇA:

Segundo o clínico geral e fisiologista do exercício, de São Paulo, João Pinheiro (CRM-SP 74.184), a principal causa é a falta de uma alimentação balanceada, porém, a obesidade também pode ter fator hereditário. “A criança torna-se obesa quando ela passa a comer demasiadamente e não realiza atividade física para queimar as calorias extras. Com o tempo, essas calorias se transformam em gordura e, quando ela se torna excessiva, a criança tem grandes chances de se tornar obesa”, explica.
Uma pesquisa realizada recentemente pelo Ministério da Saúde, em 2011, alertou que 83% dos pais de filhos obesos acreditavam que eles estavam apenas gordinhos e que o peso extra não afetava a saúde. “As crianças abaixo de 10 anos são consideradas obesas quando estão com 20% a mais do seu peso ideal comparado às crianças do mesmo sexo e idade”, diz Pinheiro.
A partir dos 10 anos já é possível calcular o Índice de Massa Corporal (IMC). Para isso, o peso da criança em kg deve ser dividido pela altura ao quadrado.
Meu bebê tem tendência à obesidade?
Os pais devem ficar atentos ao peso da criança e também a outros fatores que podem contribuir para que o seu filho seja obeso:
- Mães que engordam demais durante a gravidez podem gerar bebês obesos;
- Crianças com peso e altura acima da média entre 8 e 18 meses têm maior propensão ao problema;
- O bebê não deve crescer mais do que 25 centímetros no primeiro ano;
-Crianças com mais de três anos que ficam mais de oito horas por semana na frente da TV e não realizam atividade física;
- Aparecimento de gordura localizada antes dos quatro anos;
-Fator hereditário e hábito alimentar inadequado.
Consequências
A obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, de difícil tratamento, por ter várias causas envolvidas. “Além de mexer com o psicológico da criança, a doença também pode desencadear diabetes, doença cardiovascular, lesões ortopédicas e musculares e problemas de pele”, afirma o clínico geral.
Como tratar?
O método para tratar a obesidade infantil é uma dieta acompanhada de muita atividade física e mudança de comportamento. Mas esse tratamento só será efetivo se a criança contar com o apoio e o estímulo de sua família. “Nesse momento a criança precisa do apoio dos pais e da família, ela precisa ser incentivada a vencer a obesidade por meio de uma dieta balanceada e exercícios físicos”, aconselha.
As atividades físicas devem ser aplicadas paralelamente à dieta. “Os exercícios devem ser leves no início para não assustar a criança. Ele pode ser feito de forma contínua e com a participação de duas ou mais crianças para que ela possa interagir e assim aumentar a sua autoestima”, conclui o médico.
Fonte - João Pinheiro (CRM-SP 74.184), clínico geral e fisiologista do exercício

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