MITOS DO PARTO FÓRCIPE

O ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho vai sanar todas as dúvidas que pairam sobre o parto fórcipe.
Fórcipe é uma ferramenta cirúrgica, semelhante a uma colher, usada para ajudar as mulheres que estão em trabalho de parto normal, mas que a criança não consegue nascer espontaneamente ou em caso de emergência. .
1-Dr. Domingos, o parto fórcipe é realmente necessário e pode machucar o feto?
Quando o bebê está pronto para nascer e já passou do canal de parto, não é possível fazer uma cesariana, então a opção mais adequada é a utilização do fórcipe que vai ajudar a proteger a mãe e o feto, obtendo um parto mais rápido. Não há diferencia estatística sobre ocorrência e complicações, como fraturas ou traumas em bebês no trabalho de partos, que tiveram o uso do fórceps.
2-Os partos com fórcipe são muito utilizados?
Somente 5% dos casos são exigidos a utilização do instrumento. Existe o fórcipe alto e o de alívio, usado quando a cabeça do bebê começa a aparecer na vulva, e todos eles trazem bons resultados.
3-O aparelho cirúrgico deixa marcas na criança?
Não há motivos para preocupação. Se o médico estiver habilitado para fazer esse tipo de parto e as condições e aplicação do instrumento for feito corretamente, não existe rico de o bebê ser machucado ou ter alguma marca ou lesão. Porém em muitos casos uma pequena marca pode ficar na face do bebe, o que nao é motivo para preocupações, pois tende a sumir dentro de algumas horas e é absolutamente normal.
4-As mulheres que fazem esse tipo de parto demoram a se recuperar?
Não. O único desconforto que se tem para o uso do fórcipe é que, em muitos dos casos, é preciso fazer uma episiotomia (corte feito no períneo) para facilitar a introdução e posicionamento do aparelho na cabeça do bebê. Quando estiver bem posicionado, o médico pode puxar a criança. A recuperação é igual a de um parto totalmente normal.
5-Mães que não possuem dilatação pode fazer o parto fórcipe?
Não. Um dos critérios para o parto fórcipe, é que só pode se usado quando a criança estiver quase nascendo e a mãe não tem mais forças para continuar, ou seja, o colo do útero precisa estar completamente dilatado.

Fonte - Ginecologista e Obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho

SANGRAMENTO DO TERCEIRO TRIMESTRE: SAIBA COMO PREVENIR E PORQUE OCORRE

A gestante deve ficar atenta ao sangramento vaginal, principalmente no final do terceiro trimestre. Esse sangramento pode ser um sinal de um parto prematuro, descolamento prematuro da placenta, ou consequência de um sangramento por placenta baixa (placenta previa)
“Dependendo da gravidade da situação, é recomendado a gestante ficar em repouso. Em alguns casos, é necessário o adiantamento do parto, para evitar que a saúde do bebê e da mãe seja ameaçada”, destaca o ginecologista, Dr. Domingos Mantelli Borges Filho.
Devo me preocupar com o sangramento na gravidez?
Na maioria das vezes, um sangramento leve pode até ser normal, e não apresentar risco para a saúde da mãe e do bebê.
“A partir do terceiro trimestre, o sangramento pode significar problema mais sério como a placenta prévia ou o descolamento prematuro de placenta. A placenta prévia acontece porque o órgão responsável pela oxigenação e alimentação do feto, se encontra no lugar errado dentro do útero”, esclarece o ginecologista, Dr. Domingos.
Mamães fiquem atentas! Na maioria das vezes, o sangue pode ser notado em pequenas quantidades. É escuro, não vem acompanhado de cólicas ou dores e pode permanecer por vários dias.
“Para controlar o sangramento, a gestante deve usar um absorvente íntimo para monitorar a quantidade e que tipo de sangramento está ocorrendo. Evite duchas vaginais ou relações sexuais durante um sangramento ativo” orienta o médico Dr. Domingos.
Nem todos os sangramentos significam risco de vida. Por isso, mantenha a calma e procure orientação médica.
Causas do sangramento no terceiro trimestre
O sangramento anormal a partir da segunda metade da gravidez é considerado mais sério porque pode ser indício de problemas com a mãe ou com o bebê. Entre as causas desse sangramento no segundo ao terceiro trimestre, podemos destacar:
Hematoma Intra-Uterino
É quando uma bolsa de sangue se forma no útero, na maioria das vezes devido um descolamento placentário. O médico deve acompanhar a gestação com mais cuidado e pode recomendar repouso para a gestante.
Problemas com a placenta
Qualquer sangramento depois de 20 semanas de gravidez pode indicar descolamento de placenta ou placenta prévia.
Parto prematuro
Sangramento a partir do segundo trimestre pode estar relacionado com trabalho de parto prematuro, e na maioria das vezes cem acompanhado de contrações.
O que fazer?
Após a gestante notar qualquer sangramento, é recomendado que ela fique em repouso e procure pelo médico imediatamente. Evitar fazer grandes esforços ou atividades físicas. Beba bastante água.
E não tome nenhum remédio sem conversar com seu médico.
“É possível evitar problemas durante a gravidez que ocasionem sangramentos fazendo exames durante toda a gestação e principalmente no pré-natal”, alerta o médico Dr. Domingos.
Quando devo procurar ajuda médica?
A gestante deve procurar imediatamente o seu médico quando notar corrimento vaginal com resíduos, acompanhados de tonturas, desmaio, sangramento severo, com ou sem dor e febre acima de 38°.
“A gestante deve comparecer no ginecologista, assim que ela tiver uma hemorragia vaginal. A prevenção é a única maneira de evitar um problema mais serio, e de tratar outros possíveis problemas durante a gestação”, aconselha o ginecologista Dr. Domingos Mantelli Borges Filho.

Fonte- Ginecologista e Obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho (CRM- 107.997)

DESCUBRA PARA QUE SERVEM OS ULTRASSONS NA GRAVIDEZ

“O ultrassom (também chamado de ultrassonografia ou ecografia) é um exame não-invasivo que usa ondas de som para criar uma imagem do bebê, da placenta, do útero e de outros órgãos. Com ele, o médico tem acesso a informações importantes sobre o progresso da gravidez e sobre a saúde do bebê”, explica o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho.
O ultrassom deve ser realizado em diferentes momentos da gravidez, o médico preparou uma pequena explicação de cada tipo de ultrassom e em que momento deve ser realizado.
Ultrassom vaginal- No ultrassom vaginal é colocado um dispositivo chamado transdutor na vagina. Nesse caso, a ultrassonografia mostra o tempo de gravidez, o crescimento fetal e se o embrião está acomodado no útero. Indicada a partir da 5ª semana, quando dá para visualizar o saco gestacional.
Translucência nucal - A Translucência Nucal é medida durante a ultra-sonografia realizada entre a 11ª e 13ª semana gestacional. A ultra-sonografia geralmente é abdominal, mede-se o acúmulo de líquido na nuca do feto. O ideal é que esteja abaixo de 2,5 milímetros. Se houver um acúmulo excessivo de líquido na região da nuca do feto, aumenta o risco do bebê ter uma alteração cromossômica, mal-formações ou alguma síndrome genética.
Ultrassom morfológico- É um exame que permite avaliar toda a anatomia interna e externa do feto em desenvolvimento. Por ser mais detalhado, o exame é mais demorado que os outros, pois são verificados: o número de fetos, a localização da placenta, a medida do colo uterino e toda a Morfologia Fetal (Pólo Cefálico, Cérebro, Face, Coluna, Nuca, Tórax, Coração, Abdomên, Aparelho Genito-Urinário, Extremidades, etc).
Dopplervelocimetria- Através do abdômen é permitido fazer a análise do fluxo de sangue pelas artérias e veias do bebê. Também averigua o peso e as condições da placenta e do líquido amniótico. Deve ser realizada em todos os exames de ultrassonografia.
Ultrassom 3D e 4D- Esse exame é capaz de detectar más-formações nas extremidades e no rosto, como a fenda labial. Indicada após a 34ª semana, fase em que a imagem tem a melhor definição.
“Após a 36ª semana, já é possível calcular o peso do bebê, confirmar a posição, verificar a quantidade de líquido amniótico e o posicionamento da placenta em relação ao colo do útero. Com todos os exames em mãos é feita uma análise da gestação e um estudo sobre a possibilidade de realizar o parto normal ou cesariana”, explica o ginecologista e obstetra.
Depois disso, é só aguardar o tão sonhado e esperado momento de segurar o bebê nos braços.

Fonte- Ginecologista e Obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho
Site- www.domingosmantelli.com.br

DESCUBRA AS VACINAS QUE DEVEM SER TOMADAS NA GRAVIDEZ

O ginecologista e obstetra, o Dr. Domingos Mantelli Borges Filho, apóia a ideia de que todas as vacinas devem ser aplicadas antes do início da gravidez, para não prejudicar mãe e filhos.
“As mulheres em idade fértil e que desejam engravidar devem preparar o corpo para a chegada dos bebês”, diz o médico.
Mas se a gravidez pegar a mulher de surpresa, algumas recomendações são cruciais para uma gestação livre de problemas. Segundo as normas de Assistência Pré-Natal, do Ministério da Saúde a única vacina recomendada indistintamente para todas as gestantes é a dupla tipo adulto (dT), que visa imunizar contra o tétano e difteria. Eventualmente poderá ser substituída pela Anti-Tetânica isolada (TT). Objetivo principal dessa vacina é evitar o tétano neonatal.
Em casos de risco, também podem ser recomendadas as vacinas contra Febre Amarela e Hepatite B, para impedir a contaminação das crianças e danos futuros.
“ As vacinas que não utilizam vírus vivos podem ser ministradas em grávidas sempre no primeiro trimestre de gestação para não comprometer a saúde do feto. E só devem ser aplicadas com o conhecimento do obstetra”, aconselha o ginecologista.
A partir do segundo trimestre de gravidez são aceitas as vacinas contra a gripe, por diminuírem as chances de pneumonia nas mães. Mas sempre com recomendação médica.
A Pneumocócica 23 valente, por exemplo, é indicada para mulheres com doenças crônicas no coração, rins e portadoras de diabetes e doenças imunológicas, pois previne a invasão agressiva de pneumocócicas, protegendo a saúde das grávidas e do bebê.
A vacina contra a hepatite A deve ser aplicada antes da gravidez apenas em mulheres suscetíveis a doença. A injeção errônea da vacina pode causar danos à saúde dos bebês.
Na lista de vacinas que não devem, em hipótese alguma, ser aplicadas nas gestantes estão:
Vacinas contra a rubéola, sarampo, caxumba, HPV, rotavírus, porque contém vírus vivos, capazes de atacar os bebês e prejudicar a formação e desenvolvimento do feto.
A tríplice viral, que previne o sarampo, caxumba e rubéola são terminantemente proibidas para as grávidas porque causam malformação no feto, acarretando em problemas cardíacos e neurológicos, surdez, catarata, glaucoma e outros.
Para finalizar, o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho, reforça a necessidade de um pré-natal de qualidade. “Consulte o seu médico sempre que tiver dúvidas em relação a tratamentos e prevenção de doenças”, finaliza.
Vacinas que podem ser aplicadas :
-Coqueluche
-Toxóide tetânico ou diftérico
-Tríplice bacteriana acelular
-Vacina inativada contra a poliomielite (Salk ou VIP)
-Influenza (Gripe) injetável
-Hepatite B (recombinante)
-Meningite (bivalente B/C)

Fonte- Ginecologista e Obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho.
Site- www.domingosmantelli.com.br

DISTÚRBIOS DO SONO NA GRAVIDEZ E NO PÓS-PARTO

Muitos fatores causam mudanças no sono durante a gestação: as alterações hormonais, o aumento progressivo de peso e do volume da barriga, a pressão do útero na bexiga, queda da pressão arterial, etc...
Segundo o neurologista Leandro Teles: “Os transtornos de sono na gravidez são muito comuns e não configura uma doença, apenas um estado fisiológico transitório. Apenas casos muitos graves exigem intervenção, para a grande maioria apenas medidas comportamentais simples e um pouco de paciência são suficientes”.
O sono funciona para regular a saúde física e mental. O corpo precisa se desligar para recuperar as energias e consolidar a memória, por isso ter uma noite bem dormida é essencial.
Durante a gravidez o sono fica menos reparador, a pressão baixa e os altos índices de progesterona levam a um estado de sono constante. Pra piorar surgem problemas no posicionamento na cama, os seios aumentam e podem doer já no primeiro trimestre, muitas mulheres têm medo de machucar o bebê, com o crescimento da barriga surge falta de ar em algumas posições, refluxo, aí as posições para descansar ficam definitivamente limitadas.
Esse problema também ocorre quando o bebê nasce. Como eles têm um sono mais leve, costumam acordar varias vezes durante o dia e a noite, e as mães são obrigadas a seguir um novo ritmo e acabam não dormindo direito.
O especialista dá algumas dicas para tentar minimizar o problema durante a gravidez:
1- Desde o começo procure se acostumar a dormir de lado, com um travesseiro entre as pernas, prefira o lado esquerdo para dormir, pois isso melhora a circulação por comprimir menos a veia cava. Além disso, essa posição reduz o risco de ronco, refluxo esofágico e dores nas costas.
2- Inverta o lado da cama com o companheiro se isso te colocar mais perto do banheiro.
3- Utilize cama em tamanho apropriada e colchão confortável, nem muito duro e nem muito compressível.
4- Não dispense as possibilidades de dormir um pouco a tarde, o sono da gestante é aumentado e lutar contra ele irá te trazer mal humor, dor de cabeça, dores musculares e irritabilidade.
5- Beba bastante líquido durante o dia, mas evite o exagero a noite para reduzir a necessidade de inúmeras idas ao banheiro de madrugada.
6- Pratique atividades físicas regulares, alimente-se de maneira balanceada e fragmentada e evite comer muito próximo do horário de ir deitar.
Pós-parto
O bebê nasce, mas os problemas de sono continuam. Nesta fase a mulher tem bastante sono ainda, seja pela recuperação do parto seja pelos cuidados intensivos com o recém nascido e o reajuste hormonal. A preocupação com o bem estar do bebê e a amamentação noturna de 3 em 3 horas fragmentam muito o sono noturno. Novamente o neurologista dá algumas dicas para levar essa fase com um pouco mais de tranquilidade:
1- Tentar descansar no mesmo horário em que o bebê está dormindo é uma ótima opção, mesmo durante dia.
2 - Estabelecer uma rotina de sono para o bebê é imprescindível para os dois;
Aos poucos você e seu filho vão entrando em sintonia e melhorando a qualidade do sono.
3- O aleitamento materno exclusivo melhora o sono da mãe. Muita gente pensa o contrário, pois o bebê acorda mais vezes quando mama só no peito. Mas na verdade, a qualidade do sono de quem dá o peito e a quantidade total de sono profundo e reparador são maiores.
4- Em alguns casos nas primeiras semanas pós-parto é interessante que o bebê durma próximo da mãe (mas não na cama da mãe... em um berço ou no carrinho), pois isso facilidade a observação do bem estar do bebê e o aleitamento, sem que a mãe precise levantar da cama e deixar o quarto. (alguns pediatras não gostam muito dessa medida, siga sempre as orientações de seu médico de confiança).

Fonte- Neurologista Leandro Teles

Redes Sociais

Contato

  • 11 5031-4807
  • contato@materlife.com.br
  • Central de Atendimento
  • Segunda à Sexta-feira das 9hs às 18hs