Gravidez no Verão

Passar filtro solar, beber bastante líquido e respeitar os horários de exposição ao sol são cuidados que todo mundo deve tomar durante o verão. Mas, além destes as grávidas precisam prestar atenção a alguns detalhes para sentir-se bem e belas na estação mais quente do ano.

Na gravidez o corpo da mulher passa por alterações influenciadas pela ação de hormônios específicos desta fase, que buscam criar um ambiente ideal para o desenvolvimento do bebê. No verão algumas dessas mudanças se potencializam exigindo um cuidado especial da futura mamãe. Por exemplo, nesta época, as grávidas sentem mais calor por conta do aumento de metabolismo próprio do período gestacional. Sem contar os inchaços nas pernas e nos pés. Algumas dicas podem ajudar a amenizar estas e outras situações:

Para amenizar o aumento de calor sentido na gravidez a mulher deve compensar com uma melhor hidratação do corpo, que consiste, principalmente, no aumento da ingestão de líquidos, dando preferência aos sucos de frutas naturais e água. Já, quando o assunto é hidratação da pele, o cuidado não deve ser diferente. No rosto, a mulher deve utilizar creme hidratante específico para seu tipo de pele com filtro solar. Para as mamas e o corpo devem ser utilizados produtos com fórmulas especiais, indicadas pelo médico. Tanto no rosto quanto no corpo os cremes devem ser reaplicados duas vezes ao dia.

Outro cuidado essencial que a grávida não pode deixar de lado, principalmente no verão, é a alimentação. Durante a gestação, a dieta deve ser equilibrada para garantir o bom desenvolvimento fetal e a saúde da mãe. Para isso, deve conter carboidratos, vitaminas, proteínas e gorduras. No verão, a gestante deve evitar alimentos pesados que dificultem a digestão. As melhores opções nesta época são saladas, verduras e legumes acompanhados de carne frango ou peixe grelhado.

Durante a gravidez é comum algumas mulheres apresentarem manchas na pele. Por isso os cuidados com a exposição solar devem ser intensificados no verão. As manchas podem aparecer devido ao aumento do hormônio melanócito na gravidez, que pode piorar ao se expor ao sol sem proteção.

Quando for à praia ou à piscina a gestante deve tomar os seguintes cuidados:

- intercalar momentos de exposição solar com períodos de abrigos ao sol;

- usar viseira ou chapéu para proteção do rosto;

- aplicar bloqueador solar, com fator de proteção acima de 30 no rosto e corpo, principalmente abdômen;

- depois da exposição solar, tomar banho com sabonete hidratante e após o banho aplicar creme hidratante no corpo;

- caso sinta-se cansada após um passeio na praia ou na piscina, a grávida deve fazer um pouco de repouso ao chegar em casa.

No verão, os edemas (inchaços) nas pernas e pés são bastante comuns. Alguns cuidados como não deixar as pernas pendentes por muito tempo pode ajudar a amenizar o problema. A gestante pode ainda, fazer exercícios de movimentação dos tornozelos com extensão e flexão dos pés e elevar os pés da cama em 10 cm. Caso perceba inchaço em outras regiões do corpo como rosto, mãos e dedos a gestante deve procurar o médico.

A roupa é um detalhe que não deve ser esquecido pela gestante, especialmente no verão. As melhores opções são vestidos de tecido leve, largos e esvoaçantes que permitem uma movimentação sem maiores esforços. Outra boa opção são as calças de algodão ou linho que são frescas e confortáveis. Para os pés, a preferência deve ser para os calçados sem salto e abertos.

Comer e beber


No Verão, a alimentação quer-se fresca e saudável. Mas nem tudo o que é fresco faz bem, principalmente se está grávida. A água é o melhor para matar a sede, já que os sumos de fruta, mesmo os naturais, têm muito açúcar e não tiram a sede. É importante respeitar os horários das refeições de forma a evitar a hipoglicemia e hipotensão. Escolha alimentos frescos e naturais e de parte devem ficar os fritos, que dificultam a digestão. As grávidas devem ter atenção a alimentos como a alface, por exemplo, que pode estar mal lavada. Outros cuidados devem ir ainda para as saladas em geral, principalmente com maionese (perigosa no Verão), e os queijos frescos (por causa da toxoplasmose).

Roupa


Analise o seu guarda-roupa e certifique-se que tem vestidos esvoaçantes, frescos e largos que permitem andar à-vontade. São leves e mais práticos quando as idas à casa de banho se tornam frequentes. As calças para grávidas são outra opção, principalmente as de algodão ou linho, porque são mais confortáveis e frescas. Para as pernas deve investir nos cremes e sprays para o cansaço, dado que as meias de descanso são quentes. Quanto ao calçado, os saltos, já se sabe, são de evitar enquanto que os sapatos abertos são a melhor opção.

Ao ar livre


Deliciosos passeios à beira-mar nas horas de menos calor fazem maravilhas: poder desfrutar do sol e da brisa do mar ao mesmo tempo é dos melhores bálsamos para o espírito e para o físico. Mas, mesmo na praia, existem algumas questões a considerar, como evitar-se a rebentação forte, principalmente se o bebê está a quase a nascer; nadar sozinha ‘fora de pé’ e deitar-se na toalha, dando preferência à cadeira. A questão é que, tanto na praia como na piscina, o canal de parto pode já estar aberto (a partir do sétimo mês), o que facilita a transmissão de doenças ao bebê. Além disso, as águas podem rebentar sem que se aperceba!

No local de trabalho


Quem tem tensão baixa pode sentir-se pior nesta altura do ano, com tonturas e sensação de desmaio. Para ajudar, nada como um café, de manhã, e ter sempre um rebuçado na carteira (que aumenta os níveis de açúcar). No caso de uma queda de tensão, a solução é sentar-se e descansar, de preferência deitada, com as pernas mais altas do que a cabeça. Aliás, sentada à secretária, as pernas devem estar elevadas (com uma caixa, por exemplo), pois facilita a circulação. Não cometa o erro de descalçar-se quando os pés começarem a inchar; vai ser mais difícil voltar a calçar os sapatos. Embora não haja razão para ficar parada, não vale fazer grandes esforços ou trabalhar até ao limite.

O dia-a-dia


As ajudas (do pai do futuro rebento, avós ou amigos) são agora de se aproveitar ao máximo para aquelas tarefas inevitáveis, como ir ao supermercado, cozinhar, lavar o carro ou levar o lixo à rua.

Exercícios físicos no período gestacional

No início do século 20 a atividade física durante a gestação era contra-indicada. Acreditava-se que a prática de exercícios poderia promover consequências adversas nas fases iniciais e finais da gestação e prejudicar o desenvolvimento do bebê. O período gestacional era visto como um estado de confinamento, no qual as mulheres eram desencorajadas a realizar qualquer tipo de atividade física.


A partir dos anos 80, diversos estudos clínicos e epidemiológicos demonstraram que o exercício físico, realizado com intensidade leve a moderada, não promove efeitos adversos no período gestacional e distúrbios fetais. Indicando que as recomendações anteriores eram excessivamente conservadoras.


Atualmente o foco dos estudos é outro, o meio científico se preocupa com as consequências do sedentarismo durante a gravidez. Ficar parada nesta fase pode ser sim um grande problema! Estudos recentes comprovam que a falta de atividade física na gestação pode causar perda de massa muscular e de condicionamento cardiovascular, ganho excessivo de peso, maior risco de desenvolver diabetes e hipertensão gestacional, problemas circulatórios, alta incidência de dores lombares e dispnéia (falta de ar ou fôlego curto), além de piores ajustes psicológicos às mudanças físicas provocadas pela gravidez.


Uma instituição reconhecida internacionalmente (Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Canadá) recomenda que todas as mulheres com gestação sem complicações, ativas ou sedentárias, sejam encorajadas a participar de atividades aeróbias e de força muscular como parte de um estilo de vida saudável.


Antes de iniciar um programa de exercícios é necessário a liberação médica. Existem contraindicações relativas e absolutas para a prática de atividades físicas durante a gestação, as quais devem ser avaliadas pelo ginecologista.


No caso de gravidez sem complicações recomenda-se praticar atividades aeróbias e de força muscular com intensidade leve a moderada, sem objetivos de atingir a máxima performance. Uma forma fácil de acompanhar a intensidade é através da percepção subjetiva do esforço, ou seja, a gestante deve sentir que a atividade realizada está moderadamente leve à um pouco difícil. Outra forma de perceber a intensidade do exercício é ser capaz de conversar durante o treinamento, caso contrário a intensidade deve ser diminuída.


De acordo com o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia,  durante a gestação são contra-indicadas  atividades que aumentem risco de quedas e choques, assim como o mergulho autônomo (com cilindro de ar comprimido). Para a maioria das mulheres, exercícios que promovem grande impacto sobre as articulações (ex: squash, tênis e corrida) não são indicados ou devem ser prescritos com cautela. O treinamento para o desenvolvimento da flexibilidade (alongamento) deve ser realizado com moderação devido ao maior relaxamento dos ligamentos durante este período.


 É verdade que novos estudos são necessários para se avaliar detalhadamente os efeitos de diversos tipos de exercícios, modalidades (yoga, pilates etc) e intensidades.  No entanto, para grande parte das gestantes, os riscos com a prática de exercícios não são reais e os beneficios para a saúde são concretos. Estudos recentes demonstram que a prática de exercícios reduz em até 60% o risco de pré-eclâmpsia e em aproximadamente 50% o risco de diabetes gestacional, além de estar associada a menores índices de depressão pós-parto.


 Para as mulheres que optaram pelo parto normal é importante informar que a prática de exercícios parece ter impacto positivo sobre a habilidade de empurrar o bebê durante o parto. Existem indícios de que exercícios específicos para a musculatura do assoalho pélvico (ou períneo, como é conhecido) previnem a incontinência urinária durante a gestação e após o parto.


A musculação e a ergometria (bicicleta estacionária, esteira, transport e step) se enquadram como boas opções de prática no período gestacional. As atividades são realizadas em ambiente controlado (sem risco de quedas ou choques) e os exercícios podem ser adaptados de forma a evitar grande impacto articular, sendo também possível controlar de maneira precisa a intensidade do treinamento. Além disso, existe a possibilidade de se buscar posturas e ângulos de movimentos adequados e confortáveis, evitando posições contra-indicadas como a supina (deitada de costas), que provoca relativa obstrução do retorno venoso e consequente diminuição do débito cardíaco.


 Conhecendo os benefícios do exercício bem direcionado, não tem porque ficar parada. Ao engravidar não dê uma pausa no seu modo de vida ativo!


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