COSMÉTICOS E PRODUTOS NA GRAVIDEZ. PODE? EM QUE SITUAÇÕES USAR?

Dentre eles estão os cremes que têm como essência a cânfora,a uréia(em altas concentrações) e/ou o chumbo. Tome cuidado ao comprar hidratantes para os pés e para o corpo. Muitos deles contém todas essas combinações.
A uréia, por exemplo,em percentagens maiores,consegue ultrapassar a barreira da placenta, o que pode acarretar complicações na formação do bebê.
Escova progressiva? Só daqui a nove meses! Alguns produtos que compõem esse tratamento têm como conteúdo principal o chumbo. O processo feito no período gestacional pode provocar intoxicação na mãe, prejudicar os rins, o sistema nervoso, aumentar o metabolismo e pressão arterial. De acordo com o dermatologista Fernando Passos de Freitas, as consequências no feto são ainda piores. “Isso se deve porque a mulher fica mais suscetível a alterações na gravidez, por isso os efeitos podem ser devastadores na criança. ”, alerta ele.
Substitua os cosméticos com substâncias fortes por outros mais suaves, como os apropriados para gestantes. Hoje a indústria farmacêutica e as empresas de cosmetologia desenvolvem produtos específicos para cada situação.
Esse avanço possibilita uma infinidade de opções que melhoram não só a pele, mas também cabelos e unhas. Além de não comprometerem a saúde do bebê.
Na dúvida, é melhor não arriscar. Abandone os produtos que você usava antes e evite fazer o uso de cremes desconhecidos. Os cuidados devem ser redobrados nos primeiros três meses de gestação. Prefira os dermatológicos naturais. Nada de fazer tratamentos para rugas, manchas e celulites a não ser que seu médico ou um dermatologista indique uma solução específica, pois existem substâncias de determinados produtos que acabam provocando mudanças até no leite materno.
Como nessa fase as mulheres tem tendência ao desenvolvimento de estrias, o óleo de amêndoas,dentre outros, é recomendado.
Veja qual o protetor solar é mais indicado para essa situação. Mas não deixe de usar!
Beba bastante água. Objetivando sempre ajudar na hidratação da pele,além de proporcionar uma gestação muito mais saudável para o organismo como um todo .

Fonte- Dermatologista Fernando Passos de Freitas


CLOASMAS: COMO TRATAR AS MANCHAS QUE APARECEM NA GRAVIDEZ

Segundo o dermatologista Fernando Passos de Freitas (CRM-106.504), tudo isso acontece devido ao aumento da quantidade de hormônios produzidos durante a gravidez. “A pele da gestante está mais sujeita ao surgimento das manchas porque os hormônios estrógenos e progestágenos estimulam a melanogênese, que consiste na formação da melanina. A alteração desses hormônios leva ao aparecimento de manchas, chamadas de cloasma gravídico ou melasma”, explica.
O cloasma gravídico são manchas difíceis de serem tratadas. Entre suas causas, o dermatologista alerta para os fatores hormonais, exposição solar, tendência genética e características raciais que também influenciam no seu surgimento. “Apesar de assintomáticas e benignas, essas manchas são inestéticas e nem sempre desaparecem após a gravidez”, afirma o dermatologista.
Onde as manchas costumam aparecer
As manchas escuras ou acastanhadas surgem na face, principalmente, nas regiões malares como maçãs do rosto, testa, nariz, buço e têmporas. “O cloasma costuma ter limites precisos e irregulares, formando placas que, em seu contorno, apresentam pontilhado pigmentar”, esclarece o dermatologista.
Além disso, o especialista revela que as mulheres com peles morenas têm mais chances de ter essas manchas. ”Quanto maior for o fototipo, mais chances de ocorrer uma hiperpigmentação. A pele morena apresenta mais células, ou seja, melanócitos, que são produtores de pigmento, a melanina”, acrescenta o médico.
Como evitar as manchas indesejáveis?
Para evitar o cloasma, as mulheres não devem se expor ao sol sem proteção solar durante a gravidez. “O cloasma gravídico pode desaparecer espontaneamente após a gestação, não exigindo, às vezes, nenhum tipo de tratamento. No entanto, o tratamento ajuda a acelerar o processo de desaparecimento”, garante o dermatologista.
O tratamento do cloasma implica no uso de protetores solares potentes sempre que houver exposição da pele ao sol ou mormaço e no uso de substâncias despigmentantes associadas a alguns tipos de ácidos. “O tratamento irá depender do grau de acentuação das manchas e deve ser iniciado após a amamentação. Peelings, sessões de laser, cremes e óleos são aliados no combate às manchas”, diz Freitas.
Não saia de casa sem o protetor solar
Ele é um forte aliado para combater as manchas. O protetor solar deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar, várias vezes ao dia, mesmo em ambientes fechados e em dias menos ensolarados. A exposição ao sol nos intervalos mais intensos deve ser evitada e o uso de óculos de sol e chapéu, faz parte do "kit" proteção. Seguindo tais cuidados você pode evitar o surgimento dessas manchas na gestação.
Fonte - Dermatologista Fernando Passos de Freitas – (CRM- 106.504)

CUIDADOS COM OS CABELOS DURANTE A GRAVIDEZ

A explicação é simples. Se você pertence ao grupo das grávidas de sorte e está com o cabelo mais forte e brilhante, possivelmente houve um aumento do hormônio estrogênio no seu corpo. Esse hormônio melhora o metabolismo, provocando um aumento do fluxo de nutrientes por todo o corpo. O estrogênio também estimula os folículos capilares, inibindo a queda e favorecendo o crescimento dos fios.
“Durante a gravidez, é comum também a gestante se preocupar com a qualidade da alimentação. Não é incomum algumas utilizarem complementos alimentares com vitaminas e minerais. Essa gama de nutrientes também favorece a qualidade capilar”, explica o médico.
Agora, se ocorrer o contrário e seus cabelos genuinamente belos começarem a mudar de textura ou de formato (mudando do liso ao encaracolado ou do volumoso ao mais rasteiro), não tem jeito. Significa que os hormônios da gravidez chegaram ao córtex cerebral, o responsável pela estrutura do cabelo.
“Quando isso ocorre, o recomendável é assumir o novo visual. É temporário e tudo voltará ao normal, tão logo os hormônios se afinarem novamente”, explica o médico Dr. Fernando P. Freitas.
Em hipóstese alguma tente voltar a ter o seu visual de antes utilizando produtos químicos ou tintura. O recomendável e mais saudável é conviver com a mudança, investindo em assessórios que irão favorecer o seu novo “look”.
Um opção é utilizar cremes neutros que poderão lhe trazer temporariamente o seu visual antigo. O mercado hoje dispõe de óleos anti-frizz e até máscaras alisadoras livres de química. Mas, claro, antes de qualquer aplicação é importante informar ao seu médico sobre a procedência do produto.
De qualquer forma, um cuidado extra com o couro cabeludo nunca fará mal e poderá ajudar a manter a qualidade dos fios. Uma dica são as massagens que podem ser feitas quizenalmente no salão de sua preferência. A recomendação sobre a qualidade dos produtos e a sua insenção química continua valendo. Alguns produtos são recomendáveis durante a gravidez, como os óleos a base de lavanda, sândalo e parchoulu.
As futuras mães que não mantém bons hábitos alimentares ou sofrem com enjôos demasiados, e que começarem a sofrer com a má qualidade capilar, devem ter atenção redobrada.
Se após o nascimento do bebê, o cabelo, antes vigoroso e forte, começar a cair, não se preocupe. É natural que nos primeiros meses após a gestação os fios caiam. Isso ocorre devido a necessidade de um ajuste hormonal que o próprio corpo precisa fazer. De qualquer forma, cada organismo reage diferente a uma gravidez e qualquer alteração nos cabelos é meramente temporária.

Fonte- Dermatologista Fernando Passos de Freitas.
Site- www.drfernandofreitas.com.br

Depressão na gravidez

Eis as perguntas que são sempre feitas: Por que estão assim? Há motivos para isso? Em alguns casos, há, mas em outros, não.
A tristeza que persiste por mais de quinze dias e interfere no dia a dia da pessoa, impedindo-a de fazer o que fazia anteriormente, deixa de ser tristeza e muda de nome, passando a ser chamada de depressão.
Viver a depressão, tanto para a paciente como para quem convive com ela, não é simples. Nossa sociedade repudia a tristeza como algo proibido. Até que se confirme o diagnóstico, as pessoas sempre têm explicações para o que está acontecendo com quem está deprimido. São comuns comentários de que se trata de algo passageiro, o que nos mostra como é difícil lidar com situações como essa.
A tristeza faz parte da vida e precisa ser integrada a ela. Já a depressão é uma doença e, portanto, deve ser tratada.
Sintomas como perda do interesse e de energia; dificuldade de concentração; alterações do sono, do apetite e da libido; irritabilidade e impaciência; dores sem causa aparente; ideias pessimistas e persistentes; palpitações, entre outros sintomas, também podem caracterizar o diagnóstico de depressão.
Consultar um especialista quando a tristeza persistir, acompanhada ou não de outros sintomas é importante para a saúde da gestante e também para o bebê que está a caminho. Ele necessitará de uma mãe tranquila e segura para prestar-lhe os devidos cuidados quando nascer.
A depressão requer cuidado, atenção e tratamento. Acima de tudo, porém, deve ser vista como uma oportunidade de atribuir novos significados a muita coisa. Recordo-me de que o ideograma chinês utilizado para representar crise é utilizado também para representar oportunidade. Seria essa a oportunidade de entrar em contato com questões nunca percebidas e integrá-las a esse novo momento? Com o bebê a caminho, muito já deve ter mudado e ainda mudará. Será que isso assusta?
O uso de medicamentos na gravidez necessita ser prescrito com muita cautela, pois pode prejudicar o desenvolvimento do bebê. Nos casos de depressão mais grave, o risco-benefício deve ser avaliado. A psicoterapia pode ser uma possibilidade de tratamento para a melhora dos sintomas e também uma oportunidade de a gestante entrar em contato com o que talvez esteja contribuindo para essa situação.
No consultório, lido o tempo todo com questões sobre os motivos que causaram a depressão em grávidas que levam uma vida saudável e equilibrada, além de desejarem e terem planejado a gravidez, mas que de repente são tomadas por sentimentos incontroláveis de desânimo e tristeza.
A depressão na gravidez pode estar relacionada às causas mais variadas possíveis. As mudanças hormonais talvez sejam sua principal causa. A própria gravidez, no entanto, pode mobilizar questões muito primitivas nas pessoas, muitas delas inconscientes, desconhecidas não só pela gestante, mas também por quem convive com ela. Nesses casos, não é raro também nos depararmos com maridos assustados ou até mesmo deprimidos.
A gravidez, assim como o nascimento de um bebê, deve ser um momento especial para as pessoas. Sentimentos contraditórios surgem com frequência, o mesmo ocorrendo com oscilações de humor. O momento deve ser de alegria, mas se não for, é fundamental saber que há motivos e saída para isso.

Cynthia Boscovich
Psicóloga clínica, psicanalista. Além de atender adolescentes e adultos em seu consultório, possui um trabalho específico com grávidas, mães e bebês, na área de prevenção e tratamento.
www.cuidadomaterno.com.br
Tel (11)5549-1021


COMO LIDAR COM A SEPARAÇÃO NA GRAVIDEZ

Segundo a psicóloga, Cynthia Boscovich, especialista em gestantes e na relação mãe/bebê, “é difícil não se abalar com esta situação, pois por mais insuportável que possa estar à relação e a separação se tornar um alívio para o casal, o momento implica em sonhos desfeitos e em perdas para ambos. Porém com um bebê a caminho, tudo fica mais delicado e merece cuidado”.
Ela comenta que a mulher neste período tende estar mais sensível, devido à ação dos hormônios, onde geralmente as emoções ficam à flor da pele. “È importante observar o que de fato acontece e prejudica a relação e a cada um antes de rumar para a separação. A gravidez, muitas vezes movimenta questões íntimas e primitivas, nem sempre conscientes. O que para um pode ser uma alegria, para outros pode ser um pesadelo”, diz a psicóloga.
Ela ressalta que o ideal seria que o casal pudesse se separar da forma mais equilibrada possível, com muito diálogo, acordos, onde cada um pudesse ceder um pouco, considerando o bebê que está para chegar. “Mas isto é difícil de acontecer, pois muitos sentimentos antagônicos estão presentes neste momento e nem sempre o casal consegue, não só enxergar aonde está o conflito, mas também cada um perceber separadamente as suas dificuldades”.
Uma alternativa, para o casal com dificuldades é buscar ajuda profissional de psicanalistas ou psicoterapeutas: “O tratamento, seja ele realizado individualmente ou em sessões com o casal, pode ser uma saída não só para o resolver conflitos do casal que busca entendimento e pretende continuar casado, mas também, caso a separação seja inevitável, que eles consigam realizá-la da forma mais madura possível, afim de amenizar os conflitos e os danos individuais”, aponta a psicóloga.
Nem sempre este momento é tão ruim, embora a sensação possa ser de estar no fundo do poço, mas considerando que a crise pode trazer a oportunidade não só para o casal, mas também para que cada um possa entrar em contato com questões antes não vistas e que agora poderão resignificar e transformar muita coisa, seja casado ou separado.
Sabe-se da importância da mãe estar em equilíbrio físico e psicológico na gestação para que o bebê venha ao mundo com saúde e tranquilidade, entretanto com o aumento do estresse, a glândula supra-renal secreta quantidades elevadas de hormônios como cortisol e adrenalina no organismo, podendo alterar a pressão arterial, o açúcar no sangue, suprimir o sistema imunológico, dentre outros sintomas que podem prejudicar a sua saúde e consequentemente até o bebê.
“É salutar que os pais saibam que o bebê necessita de um bom começo, com um ambiente voltado a atender com serenidade as sua necessidades que contribuirão para sua saúde psíquica, por isso é importante que cada um, apesar da dor da separação, tente cuidar de suas questões, com o intuito de garantir o equilíbrio deste ambiente, para que possa ser suficientemente bom para este bebê”, alerta Cynthia Boscovich.

Fonte- Psicóloga Cynthia Boscovich
Site- http://www.cuidadomaterno.com.br/

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