ENDOSCOPIA DEVE SER REALIZADA EM GESTANTES EM ÚLTIMO CASO

Embora raro, as drogas utilizadas durante o procedimento podem causar malformações e até mesmo a interrupção da gestação. Por isso, deve ser considerada quando existe a suspeita de doenças potencialmente graves para a mãe e para o feto, como hemorragia digestiva e colangite (infecção das vias biliares), que justificam o exame endoscópico em qualquer fase da gestação.
Segundo o médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello (CRM-111.301), da Clínica Healthme gerenciamento de perda de peso, endoscopista do HC-FMUSP e especialista em emagrecimento, a realização da endoscopia no primeiro trimestre da gestação é muito perigosa. O ideal é que ela seja feita a partir do segundo trimestre e que o uso do sedativo seja evitado para não prejudicar o bebê.
“Quanto mais precoce o exame mais danos pode trazer à gestação. O feto é particularmente sensível a hipóxia (baixo teor de oxigênio), sendo, portanto, qualquer oscilação da oximetria (quantidade de oxigênio no sangue) da mãe, ou hipotensão mais prolongada, causar danos fetais. Alem disso, os riscos de produção e desenvolvimento de anomalias no feto, oferecidos pelas medicações, nos leva a ponderar sobre a realização ou não do procedimento endoscópico”, explica.
Para que a endoscopia em gestantes seja segura é necessário sempre ter uma forte indicação, particularmente em gravidez de alto risco; postergar a endoscopia para depois do segundo trimestre, se possível; consentimento informado incluindo riscos ao feto e à mãe; usar o mínimo de medicamentos sedativos; e diminuir o tempo de procedimento e a exposição à radioatividade. No entanto, quando há complicações obstétricas, como descolamento prematuro da placenta, parto expulsivo, ruptura das membranas ou eclâmpsia, a endoscopia está totalmente contraindicada.
Barrichello explica que durante a amamentação a endoscopia diagnóstica e terapêutica também não muda em termos de indicação, preparo prévio, monitorização, exposição à radiação e equipamento endoscópico. As precauções são necessárias na utilização de certos medicamentos, devido à transferência ao lactente através do leite. “Nesse aspecto, quando há passagem do fármaco através do leite, a mãe deve ser avisada para retirar o leite e descartar, de acordo com o tempo de ação do agente referido”, alerta.
Como é realizado o procedimento?
O exame consiste na entrada de um tubo flexível e fino pela boca chamado endoscópio. O aparelho transmite imagens nítidas de dentro do esôfago, estômago e duodeno, permitindo que o médico examine esses órgãos cuidadosamente.
“Para a realização do exame de endoscopia, o estômago e duodeno devem estar limpos. É rápido, indolor e o paciente poderá alimentar-se algumas horas após o procedimento”, diz Barrichello. Apesar de o exame ser um procedimento rápido, seguro e de baixo índice de complicações, ele deve ser feito após avaliação clínica adequada, principalmente em pacientes com doenças cardíacas, pulmonares e em idosos.
Preparo:
- Fazer o jejum adequado, pois o útero ocupa grande parte da cavidade abdominal, podendo comprimir o estômago aumentando o risco de refluxo e aspiração do conteúdo gástrico;
- Manter a paciente deitada do lado esquerdo com um apoio para a barriga. Esse procedimento impede a compressão de vasos sanguíneos pelo útero, sendo muito importante para o bem estar do feto;
- Procedimentos que usam o eletrocautério, preferencialmente devem ser evitados já que o liquido amniótico pode conduzir a corrente comprometendo o feto;
- Antibióticos, se necessário, devem seguir as indicações de paciente não gestante, sendo que as categorias do medicamento devem ser previamente selecionadas para evitar teratogenias (anomalias).
Indicações para endoscopia na gravidez
1. Hemorragia significante ou contínua
2. Náusea intensa ou refratária, vômitos ou dor abdominal
3. Disfagia ou Odinofagia
4. Suspeita forte de massa colônica
5. Diarreia intensa com exames negativos
6. Pancreatite biliar, coledocolitíase ou colelitíase
7. Lesão biliar ou do ducto pancreático

Fonte - Médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello (CRM-111.301), da Clínica Healthme gerenciamento de perda de peso, endoscopista do HC-FMUSP e especialista em emagrecimento

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