O SISTEMA NERVOSO DO RECÉM-NASCIDO: O QUE É NORMAL NESTA FASE?

“O bebê nasce ainda bastante imaturo do ponto de vista neurológico.A gravidez é relativamente curta para o grau de complexidade desse sistema. Por isso grande parte do desenvolvimento neurológico ocorre fora da barriga da mãe”, afirma o neurologista Leandro Teles.
É importante que os pais e o pediatra acompanhem o desenvolvimento do bebê e percebam precocemente qualquer desvio da normalidade.
- A Visão = a visão do recém-nascido, diferente do que muita gente acredita, não é tão ruim assim. Quando ele está de olho aberto (o que ocorre na minoria do tempo, uma vez que nesta fase o bebê pode dormir até 18 horas por dia) é capaz de enxergar com certa nitidez objetos a cerca de 20 a 30 cm de distância. Abaixo e acima disso o foco não é bom. Ele pode, durante esse primeiro mês, aprender a seguir objetos de um lado para o outro. Apresente objetos relativamente grandes e coloridos. O bebe nesta fase vê um objeto de cada vez e é capaz de encarar os olhos da mãe, principalmente durante as mamadas.
* Uma preocupação comum dos pais é com relação ao alinhamento dos olhos do bebê. O bebê frequentemente parece ficar vesgo em alguns momentos. Isso é normal!! E este estrabismo pode perdurar nos primeiros meses de vida devido à incapacidade de focalizar alguns objetos com ambos os olhos. O quadro oscila de intensidade e a posição é variável. Tende a diminuir a cada mês até desaparecer. Paralisias fixas para determinado movimento do olho já são mais preocupantes.
- Audição = O recém-nascido escuta relativamente bem (alías, escuta mesmo dentro da barriga já no segundo trimestre). Se assusta e se incomoda com ruidos intensos ou desagradáveis. Sente-se confortável com a voz da mãe e geralmente gosta de música instrumental leve.
- Paladar e olfato = Os recém-nascidos sentem cheiro e gosto!! Preferem sabores adocicados como o do leite materno, alguns se irritam com odores fortes. O cheiro da mãe pode ser prontamente reconhecido pelo bebê.
- Movimentação do bebê = O recém-nascido é ainda bem molinho e desajeitado. Sua cabeça é relativamente grande e pesada em relação ao seu corpo, ele não consegue sustentá-la nesta fase (por isso devemos sempre apoiar a cabeça ao segurá-lo). Ele vira a cabeça de um lado para o outro quando deitado e movimenta os braços e pernas principalmente quando incomodado.
Alguns reflexos motores são bastante evidentes nesta fase da vida:
1- Reflexo da mão = ao encostar o dedo na palma da mão do bebê este a fecha com bastante força.
2- Reflexo do pé = ao colocar o dedo na base dos dedinhos do pé o bebê agarra o seu dedo com o pé
3- Reflexo dos dedos do pé = ao raspar levemente a sola do pé com a ponta de seu dedo (pelo canto mais externo) ocorre imediata abertura dos dedinhos do bebê.
4- Reflexo de marcha = esse é um dos mais surpreendentes. Ao colocar o bebê recém–nascido em pé e tocar seus pés no solo, este estica uma perna e flexiona a outra, alternando esse padrão entre uma perna e outra simulando uma caminhada.
5- Reflexo de Moro = esse o bebê faz toda hora. Qualquer mudança abrupta de posição, ou mesmo um barulho intenso faz com que o recém nascido abre os braços e depois traga-os de volta para próximo do tronco.
- Mioclonias do sono = muitos bebês apresentam movimentos abruptos nos membros, ora na perna ora no braço, quando estão dormindo. Esses movimentos parecem choques, são rápidos e podem ser amplos. Isso é normal nessa fase da vida. Muitos pais e pediatras podem confundir esses movimentos com epilepsia. As mioclonias benignas ocorrem sempre no sono, variam de lado e geralmente poupam a face do bebê. A tendência é desaparecerem sozinhas até o terceiro mês de vida.

Fonte- Neurologista Leandro Teles

DOR NA COLUNA APÓS O NASCIMENTO DA CRIANÇA

Segundo o ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha (CRM-SP 111559), formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme, a dor nas costas pode se estender após o nascimento do bebê, mas é possível suavizá-la mantendo a posição correta. “A estabilidade da coluna da mulher que acabou de dar à luz fica fragilizada devido a grande variação de peso e volume da barriga, ao longo de toda a gestação e após o nascimento. O abdome fica flácido e carregar o recém-nascido pode sobrecarregar ainda mais a musculatura das região lombar, dos braços e dos ombros”, explica.
Após o nascimento do filho, o corpo feminino sofre uma nova transformação e, muitas vezes, nesse período a dor na coluna se mantém, afinal ela precisa cuidar do bebê e acaba ficando em posições inadequadas, por descuido, cansaço ou falta de informação, como na hora de amamentar ou dar banho. “Durante a gestação a barriga da mulher é projeta para frente e os ombros para trás, contra balanceando o peso. Essa mudança gera uma hiperlordose, o aumento da curva na região lombar, sobre caregando a musculatura nessa região mas que tende a normalizar após o nascimento da criança. No entanto, a mulher precisa corrigir a postura para gradativamente se livrar desse incomodo”, dia o ortopedista.
Cuidando do seu bebê na posição certa
Depois do nascimento da criança, o corpo da mãe irá passar por uma adaptação natural. O ortopedista explica qual é a melhor posição para segurar o bebê e, aos poucos, corrigir a postura. “Em pé, ela deve segurar o bebê sobre um dos ombros, encaixar a nádega e contrair os músculos da barriga. Evitando colocar um dos lados do quadril para fora para apoiar o bebê ‘montando’ sobre ele”, recomenda.
Já durante a fase de amamentação, ela deve permanecer sentada em uma cadeira na posição vertical, pois pode ficar horas nessa posição, sem comprometer a coluna. O ideal é apoiar toda o dorso e sentar-se ereta, sem se esquecer de apoiar os pés em uma banqueta para elevar a altura dos joelhos mantendo uma posição de 90 graus nos quadris e joelhos, além de apoiar o antebraço e cotovelo para que o ombro fique sempre relaxado. E o bebê pode ser colocado sobre uma almofada para aproximá-lo da mãe.
Na hora de trocar a fralda, mantenha os produtos de higiene por perto como água, sabonete ou lenço umedecido, fralda descartável, pomada contra assadura e fralda de pano. “O bebê pode ser trocado em uma superfície, mais ou menos, da altura da cintura, evitando que a mulher fique curvada”, aconselha o ortopedista.
Livre-se da dor na coluna no pós-parto
O ortopedista Luiz Alberto elaborou algumas dicas para evitar desconfortos no pós-parto:
• Quando pegar o bebê no colo, aproxime-se dele, dobre os joelhos, abaixe e levante-o próximo ao seu corpo, colocando o peso nas suas pernas. Firme o abdome para ajudar a não sobrecarregar a coluna.
• Vai passear de carro com o bebê? Nada de tirar o bebê do seu colo enquanto ainda está de pé do lado de fora. Sente-se no banco do carro, dobre o joelho apoiando-o no banco do carro e só depois coloque-o na cadeirinha ou bebê conforto.
• Faça aquecimento em casa: ande rapidamente no lugar, levantando o joelho até uma altura cômoda, curve os cotovelos e movimente os braços para frente e para trás e mantenha a barriga contraída e o peito levantado.
Fonte- Ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha (CRM-SP 111559), formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme.
Site do médico- www.healthme.com.br

ESCOLHA DO TENIS PARA O TIPO DE PÉ

De acordo com o ortopedista, Dr. Luiz Alberto Nakao Iha (CRM-SP: 111559), formado pela Universidade Federal de São Paulo, médico da Clínica Healthme gerenciamento de perda de peso. Antes de escolher o modelo do seu tênis a gestante deve conhecer os tipos de pisada e saber qual é o seu.
“O tipo de pisada é determinado pelas características anatômicas do indivíduo: tipo de pé (normal, plano e cavo), disposição dos joelhos (varos,valgos), ângulo formado entre o joelho e quadril. Estas características somadas a flexibilidade e com o equilíbrio muscular específico de cada indivíduo fazem com que cada um de nós apresente um determinado tipo de pisada”, explica o ortopedista.
Os pés merecem um cuidado especial. A gestante deve optar pelo modelo de calçado que proporcione um bem-estar. Durante toda a gestação, os tênis ou sapatos devem ser confortáveis e adequados á estação.
“Um calçado inapropriado pode causar diversos problemas na gravidez como, quedas, aumento da força muscular das pernas (aumento do esforço na musculatura dos membros inferiores) e, consequentemente, a fadiga. A má circulação sanguínea local também pode ser prejudicada, o que reflete no retorno venoso (sanguíneo) provocando os inchaços”, ressalta o médico.
Tipos de pisada
A pisada está relacionada às características do sistema locomotor, como a postura corporal. Flexibilidade, equilíbrio, força muscular, tipo de calçado e solo, são fatores que podem alterar o seu tipo de pisada. Basicamente, existem três classificações. Estima-se que 50% das pessoas apresentam pronação, 45% tem pisada neutral e 5% são supinação.
Pisada neutra: pisada uniforme é impulsionada pelos três primeiros dedos dos pés.
“A pisada neutra também começa com a parte externa do calcanhar, o pé rotaciona ligeiramente para dentro durante a movimentação, terminando com a parte da frente do pé inteira tocando o solo”, destaca o ortopedista, Dr. Luiz Alberto Nakao Iha.
Pronação: movimento pela parte interna do calcanhar, apoiando o peso na borda interna do pé. Durante a movimentação, a parte de fora do calcanhar toca o chão e o pé inicia a rotação para dentro e só depois se endireita.
Supinação: impulso do caminhar concentrado nos últimos dedos dos pés. É o oposto de pronação. Durante a movimentação, o calcanhar toca o solo e o pé inicia uma rotação para fora.
Como identifico o meu tipo de pisada?
Para as mamães não cometerem erros na hora de escolher um tênis, elas devem procurar um especialista para fazer o exame de baropodometria. Esse diagnóstico mapeia a distribuição da carga na sola do pé enquanto a pessoa caminha.
“A gestante irá andar descalça sobre um tapete de borracha que tem a função de mapear o pé enquanto transfere as características ósseas e musculares para o computador. Com essas informações, o profissional consegue classificar a pisada e indicar qual tipo de tênis é ideal para corrigir as possíveis alterações identificadas no exame”, alerta o médico.
Para evitar desconfortos agravantes da gravidez, tais como dores, inchaços e edemas, é aconselhado que as futuras mães optem por um bom par de tênis com suporte para a sola dos pés. Quanto mais larga a base do tênis, melhor, para ajudá-la a manter o equilíbrio.
Fonte- Dr. Luiz Alberto Nakao Iha (CRM-SP: 111559), Ortopedista formado pela Universidade Federal de São Paulo, médico da Clínica Healthme gerenciamento de perda de peso.

FAÇA UMA AVALIAÇÃO FÍSICA ANTES DE INICIAR OS EXERCÍCIOS

Segundo o clínico geral e fisiologista do exercício João Pinheiro (CRM-SP 74.184), só o médico poderá orientar o atleta sobre seus limites físicos, por meio dessa avaliação. “Não basta só se inscrever em uma academia e, logo em seguida, começar a fazer ginástica. Antes de iniciar qualquer tipo de atividade física, é preciso ir ao médico para uma avaliação clínica. Alguns exames serão feitos e os resultados podem ajudar na orientação e prescrição de exercícios em relação à carga de esforço e frequência semanal de treinamento”, explica.
Essa avaliação consiste em anamnese, um questionário que possibilita o médico conhecer um pouco do histórico de saúde e familiar, possíveis lesões que o paciente possa ter sofrido e objetivos a serem atingidos. Medidas corporais como perímetros, estatura, peso, composição corporal: massa magra e gorda, avaliação postural, além de testes específicos de flexibilidade, força, resistência muscular, cardiorrespiratória, equilibro e potência também serão obtidos. “A avaliação física tem como objetivo diagnosticar os pontos fortes e fracos do paciente, além de verificar o condicionamento físico que irá proporcionar informações importantes para a criação de programas de treinamentos adequados”, destaca João Pinheiro.
Avaliação física: quais são os testes?
O fisiologista de exercício João Pinheiro revela quais são os principais exames feitos durante essa avaliação física:
Antropometria
Esse exame determina a medida corporal linear, circunferências ou perímetros, massa ou peso, porcentagem de gordura ou de músculo, vísceras e ossos por meio das dobras cutâneas feitas com plicômetro ou por meio da bioimpedância com o uso de corrente elétrica. “Com esses dados, o personal trainer e o aluno terão informações importantes para montar um programa de treinamento adequado”, afirma Pinheiro.
Teste ardiorrespiratório
Avalia a capacidade cardiorrespiratória por meio de um eletrocardiograma. O paciente passa por um teste de esforço, que consiste em andar e correr na esteira ou pedalar na bicicleta ergométrica para avaliar o esforço e o monitoramento da atividade do coração. Já o ergoespirométrico verifica a capacidade aeróbica as faixas de batimentos cardíacos que vão determinar a intensidade ideal e adequada para o treinamento. Lembrando que todos esses testes devem ser acompanhados por um cardiologista. “Esses exames servem para determinar a resistência cardiorrespiratória, pois quanto maior for a resistência, melhor será o desempenho em exercícios como andar, correr, pedalar ou nadar”, garante o especialista.
Avaliação postural e somatotipológica
Analisa os desvios da coluna vertebral, ombros, joelhos, pés, vícios posturais e desequilíbrios musculares por meio de observação ou fotografia. Já o teste de somatotipológica, verifica a constituição física do paciente como, por exemplo, se é magro, gordo, alto, baixo, forte ou fraco.
Avaliação neuromotora
Essa avaliação analisa a força, resistência muscular localizada e flexibilidade. “O exame para medir a força irá testar a capacidade que a pessoa tem para usar a energia mecânica, vencendo resistências. Já os testes para verificação de resistência muscular são feitos por meio da execução de movimentos repetidos em um determinado espaço de tempo e, é geralmente, feito com abdominais e flexões de braço. Por fim, para analisar a flexibilidade é utilizado um equipamento chamado banco de Wells para medir a capacidade que o músculo consegue se estender”, acrescenta João Pinheiro.
Atenção: é muito importante que alunos hipertensos, diabéticos, cardíacos, com histórico de doença hereditária, hérnias de disco, problemas de desgaste ósseo ou indivíduos com mais de 50 anos procurem um médico antes de iniciar qualquer tipo atividade.
Fonte- João Pinheiro (CRM-SP 74.184), clínico geral e fisiologista do exercício.

O PERIGO DA EMBOLIA PULMONAR NAS CIRURGIAS PLÁSTICAS

A TEP (Tromboembolismo Pulmonar) é a principal complicação grave em uma cirurgia plástica. Por isso, alguns cuidados são essenciais para tentar minimizar o risco de uma embolia pulmonar durante o procedimento cirúrgico. O especialista indica quais:
• Dispositivo automático de compressão pneumática (como o Sequell) semelhante a um ‘massageador’, que comprime os membros inferiores em intervalos regulares, simulando a musculatura em movimentação.
• Uso de meias elásticas durante e após a cirurgia.
• Movimentação precoce após a cirurgia.
• Elevação das pernas.
• Uso de anticoagulantes em doses profiláticas no caso de pacientes com risco elevado de trombose venosa profunda (TVP).
As mulheres correm mais riscos
De acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), as mulheres reúnem mais fatores de risco que os homens para trombose ou embolia pulmonar. “O uso de contraceptivo oral, o tabagismo, ter mais de 40 anos e se submeter a uma cirurgia plástica representa risco”, diz o médico.
No entanto, a lista de fatores de risco é extensa, sendo que os principais são:
• Idade acima de 40 anos
• Excesso de peso ou obesidade
• Varizes nas pernas
• Gravidez e pós-parto
• Câncer
• AVC (acidente vascular cerebral)
• Traumas, especialmente nos membros inferiores e que requeiram redução de mobilidade temporária
• Doenças crônicas, como insuficiência cardíaca ou doença pulmonar crônica
• Uso de contraceptivo oral (anticoncepcional)
• Uso de medicamentos como quimioterápicos ou tratamentos hormonais
Como prevenir
Medidas simples podem ser adotadas para evitar o problema. Entre eles: fazer caminhadas regularmente, não fumar, manter o peso controlado, quando estiver em pé e parado, fazer movimentos como se estivesse andando, se estiver acamado, realizar movimentos com os pés e as pernas e se ficar sentado por muito tempo, movimentar os pés como se estivesse andando.
Quem deseja realizar uma cirurgia plástica, deve investir ainda mais nessas atitudes preventivas. “Evitar conjugar grandes cirurgias ou tempo cirúrgico prolongado também é uma medida cautelar importante”, ressalta o especialista.
Fonte- Médico Luiz Eduardo Mendonça Pereira (CRM-114141), cirurgião plástico da Clínica Bertolini

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