Massagem de bebês: o que toda mãe deve saber antes de praticá-la

O Oriente descobriu há milênios que o toque é essencial ao desenvolvimento integral do ser humano. As pesquisas nos mostram o quanto ele é também fundamental para a saúde e bem-estar do bebê, até mesmo nos casos de prematuros. Após o nascimento, a massagem pode proporcionar a continuidade da relação íntima que existia entre a mãe e o filho no útero, sendo assim, o contato amoroso que pode ocorrer por meio do toque, facilita o processo de integração das novas experiências para o bebê.
E quem a realiza também se beneficia, pois é possível que a massagem se revele uma grande aliada para as mães que têm dificuldades em compreender o que seu bebê sinaliza. Isso porque, se a mãe de fato se empenhar nessa tarefa, é capaz de conseguir, por meio das inúmeras sensações proporcionadas pela massagem, um grande envolvimento com seu filho e assim, identificar aquilo que ele realmente necessita.
A massagem de bebês pode ser incorporada ao rol de cuidados que a mãe – ou quem a substitua – proporciona ao bebê, como dar banho, amamentar, trocar, acariciar, etc. No entanto, graças aos anos de experiência que tenho com mães e bebês, constatei que alguns cuidados devem ser tomados para a realização dessa massagem, pois seu uso indiscriminado pode torná-la invasiva para o bebê. E algo que teria tudo para ser bom, pode se tornar um desastre emocional para ele.
Gostaria também de apontar aqui que vejo a massagem de bebês como um instrumento que facilita a relação com eles. E, como o próprio nome indica, trata-se apenas de um instrumento, pois os elementos mais importantes não são a massagem em si e nem as diversas técnicas que podem ser utilizadas, mas sim o uso que a mãe é capaz de fazer dela para se relacionar com o filho. Por isso, é necessário que a massagem seja bem orientada, de preferência por um profissional da área.
Considero muito importante, antes de iniciar a prática da massagem com o bebê, que a mãe obtenha Informações sobre os princípios da massagem a ser utilizada, adequados ao tempo de vida do bebê, pois dependendo da idade, alguns movimentos podem até ser prejudiciais a ele. A obtenção de orientações sobre como realizá-la, a preparação do ambiente e o conhecimento sobre o desenvolvimento do bebê são fundamentais para que a massagem seja uma experiência boa e favorável para o amadurecimento físico e emocional da criança.

Cynthia Boscovich
Psicóloga clínica, psicanalista. Além de atender adolescentes e adultos em seu consultório, possui um trabalho específico com grávidas, mães e bebês, na área de prevenção e tratamento.
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