CIRURGIA PLÁSTICA DE MAMAS X AMAMENTAÇÃO

Para responder estas questões, devemos lembrar que a mama durante a gestação sofre alterações decorrentes da ação dos hormônios femininos do período, levando a intumescimento do tecido mamário, inchaço, retenção de líquidos e distenção cutânea. Já no período pós-gestacional de amamentação, há a produção do leite materno e mais inchaço, além da possibilidade de mastites de maior ou menor intensidade. Na prática, existe a possibilidade das mamas manterem seu volume de antes da gestação, bem como diminuí-lo ou até aumentá-lo.
Portanto, qualquer cirurgia plástica em mamas, deve ser considerada após o cessamento da amamentação, para que os tecidos mamários possam regredir e se acomodar para que a avaliação mamária seja a mais precisa possível, isenta de influências hormonais e da lactação. Normalmente, considera-se um prazo mínimo de 6 meses após a gestação para considerar uma cirurgia plástica de mamas, mas se a amamentação extrapolar este prazo, a cirurgia plástica deverá ser postergada até que haja o encerramento da amamentação e mais 3 meses para acomodação dos tecidos mamários. Não é recomendado fazer cirurgia plástica na vigência de amamentação, pois a avaliação será feita de forma inadequada, mascarada pelos efeitos da lactação, além do risco maior de infecção pela presença do leite materno na cirurgia.
O uso do silicone na cirurgia plástica de mamas após gestação e amamentação, será baseado no volume final da mama após este período, em mulheres que mantiveram o volume que tinham antes da gestação e gostariam de ter mamas maiores, e em mulheres que experimentam uma perda de volume mamário. O tamanho e formato das próteses poderão ser ajustadas conforme o biótipo da paciente e desejo pessoal e será definido pelo seu cirurgião plástico.
É importante citar que o silicone irá conferir um maior volume mamário, mas não leva a um levantamento das mamas. É muito comum as mamas ficarem mais caídas após uma gestação, em graus maiores ou menores, e para levantá-las é necessário que se faça a Mastopexia, ou plástica de mamas para levantamento das mamas, que pode ou não ser associada com implantes de silicone.
Assim, quando após gestação e amamentação cessadas e as mamas tomam suas novas características, podemos considerar a possibilidade de 4 tipos de cirurgias:
1. Aumento de mamas com silicone – quando as mamas estão pequenas porque já eram pequenas antes da gestação ou porque perderam algum volume, mas não ficaram caídas. Mais provável em mulheres que tiveram ganhos pequenos de peso durante a gestação, primeira gestação e mulheres de pele mais morena ou escura;
2. Mastopexia- é a cirurgia de levantamento das mamas. Indicada para mulheres que não perderam volume das mamas e já gostavam do volume de antes da gestação, mas tiveram queda das mamas em graus maiores ou menores. Mais provável em mulheres que tiveram ganhos moderados a grandes de peso durante a gestação, primeira ou segunda gestação e mulheres de pele clara a morena;
3. Mastopexia + prótese silicone- indicado quando as mamas ficaram caídas, em graus variáveis, e com volume mamário insatisfatório. Geralmente indicada para mulheres que tiveram ganhos moderados a grandes de peso durante a gestação, primeira ou segunda gestação e mulheres de pele clara a morena;
4. Mamaplastia- cirurgia para redução das mamas e levantamento simultâneo. Indicada para mulheres que já possuíam mamas grandes antes da gestação e que ficaram caídas, e em mulheres que experimentaram aumento do volume e queda das mamas. Normalmente indicada em gestantes que ganharam muito peso neste período, independente do número de gestações anteriores ou tipo de pele.

Dr. Rogério Schützler Gomes
Cirurgião Plástico CRM-SP 149325
www.rogeriogomes.com.br

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