MAU HÁLITO: ESTÔMAGO NÃO É O VILÃO

“A halitose pode denunciar a ocorrência de alguma patologia ou problema de saúde. Entretanto, pode também sinalizar alguma alteração fisiológica. É um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio, devendo ser identificado através de um correto diagnóstico e tratado adequadamente quando o problema torna-se crônico”, explica o médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello (CRM-111.301), da Clínica Healthme gerenciamento de perda de peso.
Embora frequentemente responsabilizado pela alteração no odor do hálito, o estômago na grande maioria dos casos não tem nenhuma relação com a halitose. Segundo Barrichello esse é o maior mito em relação ao mau hálito. “As alterações estomacais, como a gastrite ou o refluxo, não podem ser responsabilizadas pelo mau hálito, pois temos um músculo entre o esôfago e o estômago que Limita a passagem de liquidos e gases para a boca, explica. Segundo o endoscopista, a associação que pode ser feita é entre halitose e jejum prolongado, já que quando o estômago passa muitas horas vazio um odor desagradável aparece.
A origem está na boca
A maior causa de halitose é oral já que a boca é o habitat de numerosas bactérias. Portanto, não escovar os dentes, a língua e não fazer uso de fio dental; cáries; placas bacterianas, próteses porosas que retêm resíduos; gengivite, estomatites, hemorragias gengivais, úlceras e retenção de sangue entre os dentes, estão entre as principais causas.
Existem outras causas extra orais: o uso de medicamentos, como antidepressivos, tranquilizantes, anti-histamínicos e descongestionantes, que produzem xerostomia, o que reduz o fluxo salivar; doenças como insuficiência renal, vários carcinomas, disfunções metabólicas e desordens bioquímicas; e alimentos, bebidas e cigarro.
É possível prevenir a halitose
Seguindo algumas dicas simples, você pode manter o seu hálito saudável. Mas atenção! Caso você já tenha halitose, é imprescindível realizar um tratamento com um profissional qualificado;
• Visite seu dentista regularmente;
• Preste atenção às suas gengivas;
• Leve uma vida saudável: pratique exercícios físicos, tome bastante água e tenha uma alimentação balanceada, com muitas frutas e verduras;
• Evite ficar mais do que 3 horas sem se alimentar;
• Evite alimentos muito gordurosos ou com odor muito forte. Quando você consumi-los, a possibilidade de ficar com halitose aumenta muito;
• Caso alguém já tenha reclamado do seu hálito, procure um especialista rapidamente.
Fonte - Médico cirurgião geral, especialista em emagrecimento Dr. Sérgio Barrichello (CRM-111.301), da Clínica Healthme gerenciamento de perda de peso.

Vamos sair? E o bebê?

Há que estabelecer estratégias pois um filho não deverá ser impedimento para os pais fazerem aquilo de que gostam.

Após o nascimento do bebê, os novos papais mudam as suas rotinas uma vez que passam a dedicar muito tempo ao seu filho.

Deixam de praticar determinadas atividades realizadas até então e passam a sociabilizar muito menos.

Há que estabelecer estratégias pois um filho não deverá ser impedimento para os pais fazerem aquilo de que gostam.

Catarina Leal, psicóloga clínica

É natural que, após a maternidade, os pais queiram apenas estar com o seu filho para o poderem mimar e cuidar, contudo, não se devem esquecer que existem outras pessoas à sua volta, como familiares e amigos, com os quais se devem continuar a relacionar.

A determinada altura, os pais poderão e deverão fazer programas fora de casa, tanto com o bebê como sem ele, programas esses que poderão ser realizados tanto durante o dia como à noite.

No caso do bebê não poder acompanhar os pais, estes terão que ponderar com quem deixar a criança, e confiar nessa pessoa. Inicialmente, e na maioria dos casos, os pais optam pelos avós da criança, uma vez que se sentirão mais seguros.

Sair ou não? Eis a questão

Chega uma determinada fase em que os pais manifestam vontade em voltar a sair à noite, o que gera algum conflito interior. Os pais sentem-se divididos entre o sair e o ficar em casa, pois, se por um lado não se sentem preparados para se afastarem do bebê, por outro temem deixá-lo ao cuidado de outra pessoa.

Quando tomam a decisão de sair, defrontam-se com outra problemática. Por norma, os avós são a escolha para ficarem com o bebê. Mas será que eles aceitarão? Se há muitos avós que estão desejosos por passar mais tempo com os seus netos, independentemente do motivo, há outros que não aceitam o fato de terem que ficar com o bebê para que os pais façam saídas noturnas.

Para estes avós, os pais jamais deveriam deixar o seu filho para se irem divertir, o que é errado. Aqui terá que haver um diálogo entre todas as partes e deverá ser explicado aos avós a necessidade de se continuar a sociabilizar com outras pessoas e continuar a sair. Mas como é lógico, as saídas terão que ser comedidas. Os pais não se devem descuidar das suas funções de pais.

Preparar a separação

Há muitos pais, sobretudo mães, que se sentem muito ansiosos e angustiados por se separarem do seu filho, como tal, tomam a opção de não sair. É após o nascimento que a relação mãe-filho se intensifica. Contudo, a partir de determinada altura, a mãe terá que se preparar para a separação.

Aos 4 meses, o bebê apresenta mecanismos que lhe permitem passar algum tempo sem a mãe, uma vez que já não depende tanto dela. É então nesta fase que os pais podem começar as suas saídas noturnas, iniciando-se um processo de independência, não sendo esta uma tarefa fácil.

Mas esta separação, para os pais, é sinónimo de ansiedade, angústia, stress, medo e até mesmo de culpa. Todavia, apesar da dificuldade da situação e de todos os sentimentos referidos anteriormente, os pais terão que lutar para ultrapassar tais preocupações e ganhar confiança para começarem a fazer as suas saídas. Estas são extremamente importantes para que os pais se sintam socialmente ativos e servem para recarregar baterias, uma vez que a partir do momento em que o bebê nasceu, o trabalho em casa e as responsabilidades aumentaram.

Estratégias para o início das saídas noturnas

- Antes de mais, devem ser feitas algumas atividades mas de forma gradual, como por exemplo, ir ao supermercado, sem levar o bebê;

- A primeira saída noturna deverá ser calma. Escolha um programa mais tranquilo para que não se sinta tão angustiada;

- É necessário que o bebê fique aos cuidados de alguém. Deve-se escolher uma pessoa de confiança e de preferência com alguma experiência, para que os pais se sintam mais seguros em deixar o seu filho. Por norma, os avós são os escolhidos para serem os cuidadores;

- No caso de terem que deixar o bebê ao cuidado de uma ama, permitam que haja um contacto prévio entre ela e o bebê para que possam estabelecer uma relação;

- Não se iniba de dar diversas indicações sobre os horários e rotinas do seu bebê. Deixe todos os contatos telefónicos com o cuidador, como por exemplo, o do pediatra;

- O afastamento deverá ser lento e gradual. Comece por sair esporadicamente e durante pouco tempo;

- Ao sair, sorria para a criança e não transmita insegurança. Essa insegurança é passada para a criança, que poderá ficar ansiosa perante outras situações de separação ou não se conseguir adaptar a ambientes longe dos pais. Despeça-se, mesmo que isso seja doloroso para si. Assim, a criança não se sentirá “abandonada” e esperará pelo seu regresso.

DESTAQUES

A determinada altura, os pais poderão e deverão fazer programas fora de casa, tanto com o bebê como sem ele.

Aos 4 meses, o bebê apresenta mecanismos que lhe permitem passar algum tempo sem a mãe, uma vez que já não depende tento dela.

As saídas são extremamente importantes para que os pais se sintam socialmente activos e servem para recarregar baterias, uma vez que a partir do momento em que o bebê nasceu, o trabalho em casa e as responsabilidades aumentaram.

Não se iniba de dar diversas indicações sobre os horários e rotinas do seu bebê.

Despeça-se, mesmo que isso seja doloroso para si. Assim, a criança não se sentirá “abandonada” e esperará pelo regresso dos pais.

O desenvolvimento emocional da criança

O mais importante numa relação entre pais e filhos é o amor. Toda criança espera ser amada e só assim passa a retribuir esse amor.

Desde que nasce, enquanto cresce e se desenvolve precisa sentir-se querida, procurada, ajudada, elogiada, para crescer emocionalmente equilibrada e desenvolver na vida adulta todo seu potencial humano.

E quem cria, implanta essa primeira regra da vida em família é a mãe, com carinho, alegria, serenidade, presença física e atenção.

Um amor feito de gestos, de dedicação e não apenas de palavras.

Também o pai tem um papel insubstituível nessa tarefa: ele ajuda a criar uma base segura com amor e entendimento, para que a criança se torne um adulto feliz.

Para respeitar uma criança é necessário aceitá-la do jeito que é, entender que ela vai crescer e construir sua própria vida, de modo diferente do que fizeram pai e mãe.

É ensinar-lhe as normas de convivência já sabendo que ela vai praticá-los a seu modo, com seus limites, inclinações e imperfeições. Precisamos saber que a grande meta na vida dessa criança é tornar-se ela própria e não uma simples repetição do que somos ou fomos.

Um bebê, uma criança, é incapaz de compreender relações humanas, analisar situações ou tomar decisões.

Ela age movida apenas por suas necessidades, medos e aflições.

Assim, não se pode dizer que ela respeita ou desrespeita a mãe ou o pai. Ela deve ser entendida, acalmada, amparada. Com paciência, tolerância, até que o tempo ajude amadurecer e a fazer suas escolhas.

Essa grandeza é o sentido maior da maternidade: plantar, sempre e por muito tempo, e sem cobrança, gestos de amor que serão modelos para as futuras ações dessa criança.

CIRURGIA PLÁSTICA NA CRIANÇA PODE? EM QUE CASOS?

Quando se fala em cirurgia plástica, as primeiras lembranças remetem as plásticas de mamas, silicone, lipoaspiração, cirurgias de face, botox, preenchimentos, etc., mas sempre nos remete a pacientes adultos.

Na prática, a cirurgia plástica é mais ampla e abrangente, pois envolve questões estéticas e reparadoras, e assim, atinge todas as faixas etárias, inclusive crianças. Isso mesmo, até as crianças se beneficiam de técnicas de cirurgia plástica. Vamos ver?

Quem não conhece a história de pelo menos uma criança com orelhas em abano, independente do sexo, que teve problemas com amigos no colégio ou em casa, com apelidos e chacotas, problemas de relacionamento e até comprometimento do desempenho escolar? A cirurgia plástica de orelhas em abano corrige esta alteração estética, e pode ser realizada a partir dos 7 anos de idade, quando ela já atinge sua maturidade. O ideal é que a própria criança peça para fazer a correção, pois assim, ela colaborará mais na recuperação.

O resultado é gratificante, pois o resultado é visível já no primeiro dia. É feita sob anestesia local e permite alta no mesmo dia, normalmente sem retirada de pontos, com poucos dias de recuperação. Complicações são raras, desde que seguidas às recomendações dadas pelo seu cirurgião plástico.

Acidentes em casa, brincando, ou mesmo na escola, podem levar a ferimentos em crianças (de qualquer idade) que muitas vezes necessitam de sutura. Qual o pai que não preferiria que um cirurgião plástico cuidasse deste ferimento? Não é que outros médicos não o façam adequadamente, mas é de conhecimento geral, que as técnicas de cirurgia plástica levam a cicatrizes mais discretas.

Crianças que nascem com malformações, sejam elas mais discretas ou mais evidentes, também precisarão passar por cirurgia plástica. Algumas das mais frequentes e conhecidas são as fissuras labiais ou labio-palatinas, um defeito congênito, mais comum em famílias que já tiveram algum parente com esta malformação.

A cirurgia é feita nos primeiros meses de vida e traz uma condição de normalidade para o convívio social da criança. Muitas personalidades e atores famosos tiveram esta malformação, como os atores Joaquin Phoenix e Stacy Keach, sem que isso impedisse o sucesso profissional. Outras malformações que serão corrigidas com cirurgias plásticas são a sindactilia (quando os dedos nascem fundidos, parcial ou totalmente) a polidactilia (quando há mais que 5 dedos, em mãos e ou pés), a microtia, que é a ausência de todo pavilhão auricular; a síndrome de Poland, que cursa com agenesia do músculo peitoral, e necessita cirurgia plástica tanto em homens como em mulheres, estas inclusive com o uso de implantes de silicone em idade adequada.

Muitas outras malformações são corrigidas com técnicas de cirurgia plástica, que tratam tanto a questão reparadora, pois devolvem a função de segmentos do corpo, como resgatam a questão estética, pois estas crianças depois de operadas se sentirão melhor integradas pela semelhança física com seus amigos, familiares e futuros amigos.



Manchas de pele ou tumores benignos de pele, também são causas frequentes de cirurgia plástica em crianças, especialmente quando há potencial para evoluir para câncer. Além da questão reparadora, o cirurgião plástico terá o cuidado estético para que se obtenha a resolução do problema com menores e melhores cicatrizes possíveis.

Malformação pulmonar

Equívocos no diagnóstico levam a atraso no tratamento e mais sofrimento ao paciente




Problemas na formação dos pulmões podem acontecer e, geralmente, são tratados completamente, devolvendo ao paciente ampla capacidade respiratória para levar uma vida normal, sem restrições. Muitas delas podem ser diagnosticadas ainda durante a gestação, por ultrassonografias realizadas durante o pré-natal, embora o tratamento só seja realizado após o nascimento.

“Já existe nos Estados Unidos e em alguns países da Europa tratamento cirúrgico intrauterino para um tipo de malformação, a adenomatoide cística”, explica o dr. Altair da Silva Costa Júnior, médico assistente da Disciplina de Cirurgia Torácica da Escola Paulista de Medicina, responsável pela Cirurgia Torácica Infantil e membro da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). A técnica é relativamente nova e ainda não está disponível no Brasil.

A grande dificuldade encontrada por aqui, no entanto, não está relacionada ao tratamento, mas sim ao atraso no diagnóstico. Segundo dr. Altair, metade dos casos de malformação são tratados inicialmente de forma incorreta, muitas delas como pneumonias ou outras infecções pulmonares.

“Um quadro de gripe, com sintomas como febre, coriza e tosse, pode ser facilmente confundida com uma infecção respiratória, se a radiografia mostrar uma alteração. O fato é que nem toda alteração pulmonar é pneumonia. Este fato acarreta tratamentos desnecessários e repetitivos”, alerta o especialista.

Segundo ele, o ideal é que o diagnóstico e a cirurgia para a correção da malformação sejam realizados até os 5 anos de idade, para que não hajam, no futuro, restrições na função respiratória.

“Mesmo retirando metade do pulmão ou um pulmão inteiro, o paciente de até 5 anos conseguirá recuperar a função pulmonar normal, porque o outro pulmão ou a parte do pulmão que sobrou estarão regenerados até os oito anos de idade”, explica.

Para reduzir as chances de erro de diagnóstico e prevenir complicações no tratamento, é importante que médicos e pacientes estejam atentos aos diagnósticos de pneumonia de repetição. Caso aconteçam, o paciente deve ser encaminhado a um pneumologista ou cirurgião torácico para investigação completa.



As principais malformações

As malformações geralmente descobertas nos primeiros anos de vida são enfisema lobar congênito e malformação adenomatoide cística (MAC), por apresentarem sintomas recorrentes. Já o sequestro pulmonar e o cisto broncogênico, no Brasil, geralmente são descobertos e tratados em adultos e jovens.

“Para as malformações mais prevalentes no Brasil, o cisto broncogênico e a MAC, o tratamento é a ressecção da área malformada” explica dr. Altair.

Alguns casos raros são incompatíveis com a vida, como as MAC e as hérnias diafragmáticas muito volumosas, que impedem que o pulmão se desenvolva.

“Nesses casos, pode ocorrer a morte ainda no útero, ou ao nascer, pois a criança não conseguirá respirar. A incidência fatal destas malformações é mínima, não chega a uma em cada cem mil habitantes” revela.

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