Adolescentes têm fácil acesso ao cigarro

O Ministério da Saúde lançou a campanha \"Viver bem é viver com saúde. Fique longe do cigarro\". A ação celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo



O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (29) a campanha /Viver bem é viver com saúde. Fique longe do cigarro/. A ação celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Durante o evento realizado no Rio de Janeiro, foi lançada uma pesquisa a qual aponta que os adolescentes brasileiros não têm dificuldade para comprar cigarro, apesar de o país dispor da Lei Federal (n.º 8.069/1990 ) que proíbe a venda do produto para menores de idade.  O percentual de meninas, entre 13 e 15 anos, que já comprou cigarro chega a 52,6% e a 48,1% entre meninos em algumas capitais do país.

“A luta contra o tabaco tem que ser incansável por aqueles comprometidos com a saúde pública do nosso País. Hoje o Brasil tem mais ex-fumantes do que fumantes, mas não podemos nos contentar com esse resultado”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Para ele, o Brasil precisa aproveitar a oportunidade da Assembleia Geral da ONU, em setembro, que trará o tema das doenças crônicas não transmissíveis, para reafirmar a liderança na luta contra o tabaco.

Padilha lembrou que, entre as medidas recentes para o combate ao fumo, foi emitida uma Medida Provisória que estabelece aumento dos impostos sobre cigarros, que será combinada com uma política geral de preço mínimo do cigarro. Com as mudanças, a carga tributária sobre o produto poderá subir dos atuais 60% para 81% – um avanço no combate ao tabagismo no pai, pois pode reduzir o número de fumantes e desestimular o consumo precoce do produto.

Campanha

Já está disponível no portal da saúde, o material da campanha contra o fumo. O tema desta Com o tema /Viver bem é viver com saúde. Fique longe do cigarro/. O objetivo é reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população brasileira para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

Pesquisa

A publicação A situação do tabagismo no Brasil foi lançada pelo Instituto Nacional de Câncer Jose Alencar Gomes da Silva (INCA) para celebrar o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O livro reúne dados de pesquisas do Sistema Internacional de Vigilância do Tabagismo da Organização Mundial da Saúde realizadas no Brasil, entre 2002 e 2009.

A preocupação com os jovens é especial, em razão de eles serem o principal alvo da indústria do tabaco, interessada em atrair novos consumidores. As leis visam reduzir o acesso das crianças e adolescentes ao cigarro, porém é grande o número de jovens entre 13 e 15 que experimentam o produto. A maioria dos menores entrevistados afirmou nunca ter sido impedida de comprar um cigarro. Em Maceió, esse percentual chegou a 96,7%. Em Fortaleza, a 89,9% e em Salvador a 88,9%. Outra informação preocupante, segundo os profissionais de saúde, é que o tabagismo entre os adolescentes não tem diminuído como vem ocorrendo entre os adultos.

Transtorno Bipolar na Infância

A infância é uma época estratégica da vida do ser humano. É quando se dá um grande desenvolvimento físico, psicológico e mental, concomitantemente ao aprendizado básico indispensável para todos os que se seguirão por toda vida.

A relevância da observação dos comportamentos e aquisições intelectuais da criança e do adolescente feita por pais e professores é imensa, mas não substitui uma avaliação médica e de especialistas em diferentes áreas, quando estes comportamentos fogem da freqüência e intensidade usuais.

Até alguns anos atrás, poucas eram as doenças mentais reconhecíveis na infância. Com o aumento das pesquisas e o incremento de estudos científicos, os diagnósticos de vários transtornos psiquiátricos em crianças e adolescentes tornaram-se possíveis e decorrentes dessa nova condição. Aparentemente, os casos se multiplicaram numericamente e se fizeram mais conhecidos pela população em geral.

Entre esses, o Transtorno do Déficit da Atenção, com ou sem hiperatividade (TDA/H) e o Transtorno do Humor Bipolar (THB) têm sido objeto de muitos estudos em vários países, pois ocasionam forte impacto sobre a vida escolar, pessoal, familiar e mais tarde profissional do paciente, especialmente quando não devidamente diagnosticados e tratados por equipes de profissionais especializados.

O TDA/H, hoje muito comentado em função da amplitude da divulgação na imprensa, é um exemplo. Conhecido dos médicos há várias décadas, com o advento das especializações, como por exemplo a psicopedagogia, passou a ser objeto de estudo multidisciplinar e os resultados dos tratamentos têm sido, em sua grande parte, de enorme valia, tanto para os pacientes, como para suas famílias e a sociedade.

Os prejuízos decorrentes da falta de diagnóstico e do acompanhamento médico e psicopedagógico vão do fracasso escolar à evasão, da baixa auto-estima à depressão, da rejeição do grupo ao isolamento, às drogas, à gravidez precoce, à promiscuidade sexual e marginalização, entre outras.

Infelizmente, a especulação por parte de alguns profissionais não credenciados para tal avaliação, ou ainda, diagnóstico feito por pessoas leigas, tem trazido mais problemas aos que já sofrem com esse transtorno. Generalizou-se, irresponsavelmente, por exemplo, chamar de TDA/H a toda e qualquer manifestação de inquietação, distração ou falta de limite que as crianças e jovens apresentem na escola ou em casa. Como conseqüência, casos em que o transtorno não existe de fato aparecem em toda parte, banalizando um problema sério e de grande repercussão sobre a vida dos pacientes reais e sua família. Estes falsos diagnósticos são geralmente feitos à base de “achismos” como o preenchimento de questionários ou testes sem qualquer base científica ou mesmo ao sabor das conveniências pessoais de alguns adultos, que pensam dela tirar proveito, seja para justificar uma educação deficiente em limites, normas e atenção à criança ou, ainda, a outros interesses particulares.

O Transtorno de Humor Bipolar em crianças é outro exemplo de doença psiquiátrica que exige seriedade no encaminhamento, pois, nessa faixa etária, a sua sintomatologia pode se apresentar de forma atípica.

Assim, ao invés da euforia seguida da depressão dos adultos, nas crianças surge a agressividade gratuita seguida de períodos de depressão. Nestas, o curso do Transtorno é também mais crônico do que episódico e sintomas mistos com depressão seguida de “tempestades afetivas”, são comuns. Além disso, a mudança é rápida e pode acontecer várias vezes dentro de um mesmo dia, como por exemplo: alterações bruscas de humor (de muito contente a muito irritado ou agressivo); notável troca dos seus padrões usuais de sono ou apetite; excesso de energia seguida de grande fadiga e falta de concentração. Esses são alguns sintomas que devem ser observados.

Os diagnósticos de transtornos da saúde mental são difíceis mesmo para os especialistas, pois é alta a prevalência de comorbidades, ou seja, o aparecimento de dois transtornos simultaneamente, o que exige conhecimento, experiência e observação minuciosa do médico e da equipe envolvida, como psicólogos e psicopedagogos.

É importante salientar ainda que estes transtornos afetam seriamente o desenvolvimento e o crescimento emocional dos pacientes, sendo associados a dificuldades escolares, comportamento de alto risco (como promiscuidade sexual e abuso de substâncias), dificuldades nas relações interpessoais, tentativas de suicídio, problemas legais, múltiplas hospitalizações, etc.

Os diagnósticos devem sempre ser realizados por médicos psiquiatras ou neurologistas em conjunto com psicopedagogos, que ao diagnosticarem e acompanharem a criança, se preocupam em dar também orientações à família e à escola.

Minimizar esses transtornos só piora suas conseqüências e prejudica o paciente. Somente especialistas podem afastar e esclarecer as dúvidas e não é exagero ser cuidadoso quando se trata da vida, saúde e futuro dos nossos filhos!

Existe mesmo essa história de queda de imunidade?

Esfriou de novo? Infecções respiratórias e alergias outra vez?



Essas são das queixas mais comuns dessa época, tanto para as crianças quanto para adultos, em consultórios (inclusive no meu, especialmente na homeopatia). E a primeira solicitação é: "Doutor, eu vim aqui para aumentar a minha imunidade". Por seu tão freqüente, resolvi esclarecer, para que isso não aconteça tanto assim: Não há como aumentar uma imunidade que é normal e não é doença, nem na alopatia e nem na homeopatia.
Explicando melhor:
- Existe um quadro que é caracterizado como Imunodeficiência, que é doença.
- Existe um quadro conhecido como imunidade baixa, que é mais um dos mitos da medicina (assim como achar que usar muita vitamina C protege contra resfriados e gripes – MITO).
O que são quadros de deficiência imunológica?

A palavra imunidade vem do latim immunitas (era a isenção de taxas que se oferecia aos senadores romanos – desde aquela época, vejam só). Com o tempo, essa idéia foi transferida para a proteção contra doenças, mais especialmente contra as infecto-contagiosas. Nosso corpo tenta se defender de várias formas contra agentes agressores (vírus, bactérias, fungos, por exemplo).
Para começar, alguns agentes físicos como cílios, pelos, muco, líquidos corporais e complemento presentes em locais estratégicos (nariz, boca, vagina, entre outros) são obstáculos na tentativa de neutralizar esses agentes, que são destruídos por células que temos em nosso corpo, destinadas a essa função. Quando esses mecanismos falham (imunidade natural) ou existe uma agressão mais específica (antígenos que vão gerar um tipo de resposta do nosso corpo), temos em ação uma imunidade mais específica (adquirida), compostas pelos anticorpos (com nomes bem diferentes – linfócitos T, B, plasmócitos). Esse é o nosso sistema imune que garante nossa sobrevivência em relação a infecções.
Assim, quando algum (ou alguns) desses mecanismos não está adequado, aí poderemos ter uma imunodeficiência ou um defeito do sistema imunológico. Essa é uma doença que pode nascer com a gente, não é contagiosa, mas pode ser transmitida (hereditária) de pais para filhos.
Como suspeitar de um quadro de Imunodeficiência Primária na Criança?
Ter muitos resfriados, corrimentos, herpes, sapinhos podem ser sinais de uma "queda de imunidade"? Normalmente não.
Há 10 situações que são observadas pelos médicos para pesquisar essas doenças. Sem pelo menos alguma dessas características, não há razão para maiores preocupações:

1. Duas ou mais pneumonias no último ano.
2. Quatro ou mais episódios novos de otite no último ano.
3. Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses.
4. Abscessos de repetição ou ectima.
5. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia).
6. Infecções intestinais de repetição / diarréia crônica.
7. Asma grave, Doença do colágeno ou Doença auto-imune.
8. Efeito adverso à vacina do BCG e/ou infecção por Micobactéria.
9. Manifestações clínicas sugestivas de síndrome associada à Imunodeficiência.
10. História familiar de imunodeficiência.
O que não indica queda de imunidade?
- Muitos resfriados: mesmo que sejam muito freqüentes, resfriados não indicam esse quadro.
- Viroses (olha elas aí de novo): as crianças pequenas (até os 3 anos de idade, em média) apresentam seu sistema imunológico imaturo que pode facilitar a aquisição de viroses, principalmente se frequentar creche. Mas, isso também não significa que tenha alguma diminuição da imunidade.
- Herpes labial ou genital de repetição, corrimentos: esses quadros estão muito mais relacionados a stress e hábitos de vida do que a queda de imunidade.
E como é feito o diagnóstico?
A suspeita inicial tem que ser sempre clínica. Além disso, há testes laboratoriais, alguns gerais e outros mais específicos, para avaliar a nossa imunidade. Nunca se auto-medique. Nunca se "auto-desmedique". Essa prática interfere demais na avaliação médica para a pesquisa e tratamento de qualquer tipo de alteração de saúde.

E esses quadros têm tratamento?
Tudo depende de quando é feito o diagnóstico e do tipo de quadro. Em algumas situações não há condições e em outras nem necessidade de tratamento específico. Mas, mais uma vez, a decisão deve ser médica. Antibióticos, imunoglobulinas para repor anticorpos, vacinação são conseqüências do acompanhamento médico.
Assim, lembre-se:
- Em caso de doença, procure seu médico.


- Nunca se auto-medique, nem se auto-desmedique.

Bebês nascidos no inverno têm mais alergia

Pesquisa feita nos EUA associa problema à falta de banho de sol.



Diversas pesquisas já reforçaram a importância da amamentação para o desenvolvimento da criança. Um último estudo acaba de comprovar cientificamente outra máxima do be-a-bá da maternidade: o banho de sol é fundamental para os bebês.

Pediatras de várias universidades dos Estados Unidos avaliaram durante seis anos 1.002 crianças de zero a cinco de idade que davam entrada em pronto-socorros da cidade de Boston com queixa de alergia alimentar (ovo e leite foram os alimentos mais citados). Concluíram que os casos de alergia eram 53% maiores nos nascidos no outono e no inverno do que nos nascidos durante a primavera e o verão.

A resposta para a diferença estatística entre os dois grupos os pesquisadores encontraram nos raios ultravioletas. Os bebês que viveram os primeiros meses de vida na temporada mais fria do ano tiveram menos contato com o sol, diferentemente dos que chegam em época de calor. Os resultados estão publicados no Annals of Allergy.

Os raios solares, explica o professor de pediatria comunitária da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Renato Nabas Ventura, são fundamentais para o desenvolvimento infantil. Em contato com a pele, viram fonte de vitamina D, nutriente fundamental para proteger os ossos e o sistema imunológico – daí a explicação para os “carentes de sol” terem mais alergia.

“O que já percebemos no dia a dia é que crianças com deficiência de vitamina D têm mais raquitismo, problema que afeta o crescimento”, completou o especialista.

Sem tempo para o sol

Pode parecer incoerência mas mesmo o Brasil sendo um país tropical – entenda sol o ano inteiro – as crianças sofrem de deficiência de vitamina D. Nos idosos, o problema é acentuado e a estimativa do Instituto do Cérebro de Brasília é que três em cada 10 sejam carentes do nutriente.

A explicação para a deficiência é velha conhecida das mães: falta espaço, áreas livres seguras e tempo para o banho de sol. O hábito, entretanto, não pode ser negligenciado. Entre 7h e 10h da manhã, a orientação dos especialistas é reservar ao menos 30 minutinhos para que os pequenos recebam os raios ultravioletas no corpo. Não vale ser por meio da janela do quarto ou do carro, caso contrário, os benefícios são anulados.

O nutricionista do Hospital do Coração (Hcor), Daniel Magnoni orienta que os alimentos como peixes, óleo de fígado de bacalhau e até o leite materno são fontes de vitamina D. Mas nenhuma tão rica é eficiente quanto a luz do sol.

Formação e desenvolvimento do bebê

Até a 12ª semana de vida, os bebês são totalmente dependentes dos hormônios tireoideanos de suas mães. Durante todo o primeiro trimestre da gestação, eles recebem esse patrimônio hormonal valioso através da placenta, garantindo o substrato indispensável para seu desenvolvimento, principalmente neurológico.

O hormônio da tireóide têm um papel importante na concepção, na manutenção de uma gestação saudável e no desenvolvimento fetal. Quando a mulher não produz esse hormônio em quantidade suficiente, nem faz a reposição hormonal adequada à sua deficiência, inicialmente ela tem dificuldade de engravidar e, quando engravida, ela tem risco de não conseguir levar essa gestação a termo. Hoje, sabemos também que as crianças nascidas de mães com hipotireoidismo, mesmo leve e não tratado adequadamente, podem nascer com problemas no desenvolvimento neurológico em graus variáveis.

O hipotireoidismo materno e seus potenciais efeitos deletérios

Recentemente, pudemos constatar como são deletérias, para os bebês, as pequenas deficiências maternas de hormônio tireoideano, mesmo aquelas que, de tão sutis, passam despercebidas pelas gestantes e seus médicos. Este fato foi constatado em estudos recentes que acompanharam a evolução de crianças nascidas de mães, que até a 12ª semana de gestação, apresentavam níveis discretamente menores de hormônios tireoideanos, ou seja, apresentavam hipotireoidismo sub-clínico, completamente assintomático. Essas crianças exibiram escores inferiores em testes que avaliaram inteligência, linguagem, habilidade para leitura, atenção e performance escolares. As pesquisas concluíram que o hipotireoidismo materno não tratado, mesmo aquele sem sintomas, aumenta o risco de alteração no desenvolvimento psicomotor das crianças em quase 6 vezes.

Mudanças hormonais tireoideanas normais na gestação

Não é fácil o diagnóstico das doenças tireoideanas maternas, quando elas são iniciais ou de pequena intensidade. Essa confusão vem do fato de que, durante a gestação, há aumento do volume da glândula tireóide, acompanhado de alterações fisiológicas na função tireoideana materna, ou seja, alterações relacionadas ao estado gestacional e que não significam doença.

Há, por exemplo, um aumento na dosagem dos hormônios tireoideanos maternos relacionado ao aumento das proteínas que se ligam a esses hormônios. Nesses casos, os hormônios tireoideanos, aparentemente em excesso, circulam ligados a essas proteínas e, dessa forma, não exercem efeito de excesso de hormonal na gestante, embora as dosagens hormonais comuns possam confundir o médico assistente.

Nesses casos, não há doença, nem risco materno-fetal, uma vez que não há ação hormonal excessiva. Trata-se apenas de alterações transitórias nos exames, não revelando doença tireoideana nessa gestante e não havendo necessidade de tratamento.

Reposição hormonal da gestante com hipotireoidismo

A elevada incidência do hipotireoidismo em mulheres em idade fértil levanta outra questão pertinente: haveria algum efeito deletério para os bebês, se as mães utilizassem hormônio tireoideano durante a gestação?

Aparentemente, os riscos da falta desses hormônios para a saúde materno-fetal são muito mais graves e previsíveis do que a utilização do hormônio tireoideano durante a gestação. Apesar disso, alguns trabalhos científicos têm revelado um grau maior de intercorrências obstétricas e fetais em gestantes que utilizam esse tratamento de reposição hormonal.

Para entender o papel do hormônio tireoideano exógeno em gestantes e seus conceptos, foi realizado, recentemente, um grande estudo que acompanhou 10.000 grávidas que faziam uso de hormônios tireoideanos para tratamento de hipotireoidismo. Comparadas com um grupo controle de grávidas, que não tinham hipotireoidismo e, portanto, não faziam uso de hormônios tireoideanos, aquelas que usaram o hormônio apresentaram mais casos de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, maiores índices de cesareanas, doença tireoideana fetal relacionada ao excesso de hormônio tireoideano, prematuridade e malformações congênitas fetais. Não houve aumento dos casos de crianças com baixo peso ao nascer e aqueles bebês, frutos de gestações expostas à suplementação de hormônios tireoideanos, foram afetados em graus muito discretos.

Esses resultados revelam a dificuldade de controlar os níveis hormonais das mães com hipotireoidismo e reforçam a necessidade de que todas as gestantes com deficiência de hormônio tireoideano devem contar com acompanhamento endocrinológico durante a gestação, para que a reposição hormonal seja realizada de forma ajustada à deficiência de cada uma, evitando-se as doses excessivas, que deixam as gestantes em um estado metabólico de hipertireoidismo, ou as sub-dosagens, que deixam essas gestações à mercê do risco do hipotireoidismo sub-tratado.

Não existe uma dose hormonal indicada relacionada ao peso ou à idade gestacional. As doses são individualizadas para cada gestante e são monitoradas com as dosagens laboratoriais pertinentes. Somente com o acompanhamento e controle, conseguimos manter um ambiente hormonal e metabólico adequado e favorável ao bom desenvolvimento fetal.

Preventivamente, o ideal é que gestantes com hipotireoidismo sejam avaliadas a cada três meses, para que se possa fazer as correções necessárias em suas dosagens hormonais e assegurar a elas e seus bebês que tudo correrá bem para ambos.

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