80% DAS CRIANÇAS QUE SOFREM DE ENURESE NOTURNA NÃO SÃO TRATADAS

Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho (CRM-107.997), aos cinco anos cerca de 15% das crianças apresentam a doença e fazem xixi na cama enquanto dormem. “Ao contrário do que muitos adultos acreditam, fazer xixi na cama após os cinco anos não é uma forma de chamar atenção e sim uma doença que deve ser tratada o quanto antes”, explica.
As causas são diversas como problemas hormonais, alterações anatômicas, problemas na bexiga, alterações neurológicas, musculares, infecciosas ou psicológicas. “A criança pode ter a sua autoestima afetada, já que os pais podem culpá-la por estar fazendo xixi acreditando que é preguiça dela ir ao banheiro à noite. Ela também pode levar uma vida limitada porque os pais não permitem que a criança durma na casa dos amiguinhos por fazer xixi na cama, o que torna a criança tímida”, afirma o ginecologista.
Além disso, a enurese noturna infantil também apresenta uma incidência familiar. “Caso o pai ou a mãe tenha tido enurese quando criança, a chance do seu filho ter a doença é de 44%. Se ambos apresentaram o problema na infância, a chance aumenta para 75%”, revela Mantelli.
Quando o xixi na cama é um problema
A enurese noturna é classificada como primária (ENP) ou secundária (ENS). “Na primária, a criança tem o hábito de fazer xixi na cama durante a noite. Já na secundária ela conseguiu manter um controle da sua bexiga á noite por pelo menos seis meses, mas depois ela perde esse controle voltando a urinar na cama”, acrescenta o ginecologista.
O fato da criança voltar a urinar na cama pode estar relacionado a fatores psicológicos. “Quase todas as crianças conseguem parar de fazer xixi na cama sem tratamento, mas quando a doença é diagnostica é necessário investigar a causa e tratar”, comenta Domingos.
Vale ressaltar que a enurese noturna pode ser acompanhada de sintomas como dor, sangue na urina, entre outros, e pode indicar um problema grave. Nesse caso, a criança deve ser examinada por um médico especialista. Ele é o único profissional capaz de determinar o tratamento certo para cada caso. “O tratamento consiste numa modificação comportamental e também em medicamentos que auxiliam o organismo a reabsorver a água. Dependendo do caso, é importante fazer a junção de terapias medicamentosas e psicológicas”, aconselha o ginecologista.
A criança deve evitar consumir alimentos que irritam a bexiga ou provocam a prisão de ventre. A ingestão de líquidos também deve ser controlada antes de a criança dormir e os pais devem incentivá-la no tratamento. “Não culpe ou castigue a criança por ter feito xixi na cama. Ela precisa ser tratada e não condenada”, indica o médico.
Às vezes, a criança que já não fazia xixi na cama volta a fazer devido a alguma mudança, como a chegada de um irmãozinho ou separação dos pais. Por isso, não ignore o seu filho, permaneça do lado dele dando carinho e atenção. Aos poucos você notará que o seu pequeno consegue controlar o seu xixi.

Fonte - Ginecologista e Obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho (CRM- 107.997)

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