Papai vendo o filho nascer

A cena é a seguinte: mamãe no centro cirúrgico dando à luz. O papai na sala de espera está nervoso e parando todo e qualquer ser que se veste de branco para perguntar se seu filho já nasceu e se está tudo bem com o bebê e sua mulher.

Essa era o roteiro que se repetia toda vez que uma mulher entrava em trabalho de parto. Isso mesmo, ERA! Essa cena agora está mudando.

O que se pode ver nas maternidades de hoje em dia são papais participando e muito dentro das salas de parto lado a lado com a mamãe, compartilhando de todas as emoções que o nascimento de um filho pode trazer.

Para um papai chegar à sala de parto, não adianta simplesmente chegar no dia do bebê nascer e querer entrar no centro cirúrgico. Um papai despreparado pode mais atrapalhar do que ajudar nesse momento.

Sem preparativos, ele pode ficar muito nervoso e desmaiar, tendo que ser atendido. Nesses casos, o pai certamente atrapalhará os procedimentos médicos, podendo até contaminar objetos que serão utilizados na realização do parto.

Um papai estará preparado para entrar na sala de parto quando é um pai participativo da gestação da sua mulher. Aquele que vai às consultas do pré-natal, viu o ultrassom e escutou os batimentos do coraçãozinho do seu filho, realizou os desejos da sua mulher durante a gravidez, freqüentou o curso para gestantes e se informou de como será a hora do parto e suas intercorrências.

É aquele pai que de tanto seguir os conselhos acaba sentindo até enjôos. Não precisamos exagerar!

Cuidados - Além dele estar preparado, deve haver o consenso entre médico, mamãe e papai. Algumas mamães não se sentem à vontade em ter o papai ao seu lado. Outros papais acham que não vão agüentar caso se deparem com "sangue".

Dependendo da evolução da gestação, se for uma gravidez de risco, o médico pode proibir por haver risco de complicações.

Havendo o consenso, o papai trará segurança e proteção para a mamãe que estará em trabalho de parto.

O papai tem um papel de proteção e segurança dentro da sala de parto, segurando a mão da mamãe, olhando-a nos olhos, organizando sua respiração com momentos de força e relaxamento.

A presença do papai na sala de parto pode facilitar que este se sinta parte de todo o processo de nascimento, construindo e internalizando seu papel de pai para que cada dia seu vínculo com a mamãe e com o bebê se torne mais forte.

Dicas

Saber com o médico que realizará o parto e sobre todos os procedimentos que serão realizados para que a ansiedade e nervosismo não atrapalhem na hora.

Papai, não se sinta pressionado a fazer o que não quer. Se você acha que não está preparado para estar na sala de parto com sua mulher, não vá. Uma boa conversa com a mamãe fará com que ela entenda que você poderá só atrapalhar.

Caso a maternidade cobre ou proíba a entrada do papai na sala de parto, procure seu direito, pois a Lei 11.108 de abril de 2005 regulamenta a presença do acompanhante.

Crianças: onde começam seus direitos?

Para advogado o direito da criança começa no útero materno

Muitos desses direitos estão hoje listados no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Mas a maioria das pessoas ignora, ou prefere ignorar, que “o direito da criança começa no útero materno”, afirma Ângelo Carbone, especialista em Direito de Família.

“Antes mesmo de a criança nascer, ela já tem direitos estabelecidos. Podemos chamá-los de direito do nascituro”, explica ele, que já conseguiu decisão judicial garantindo a uma mãe, grávida de um mês, e abandonada pelo pai da criança, o direito a uma pensão até o nascimento do bebê. O advogado comenta que a mulher, quando grávida, necessita de alimentação especial e equilibrada, assistência médica, remédios, vestuário e enxoval para o filho que nascerá. “Tudo isso já é direito do nascituro porque é o que vai garantir, pelo menos em parte, um desenvolvimento normal do feto, com saúde e sem problemas”, destaca.

Para buscar esse direito, o advogado orienta que ao tomar conhecimento da gravidez, e de posse do exame de laboratório, a gestante já deve ingressar com uma ação de investigação de paternidade cumulada com alimentos e pedir uma liminar para que o pai pague de imediato. Para isso, deve juntar provas da união, fotografias, cartas, tudo o que estiver relacionado com ambos. Se os dois forem casados e o pai não quiser alimentar o nascituro, é só entrar com uma ação de alimentos, juntando a prova da gravidez mais a certidão de casamento. “Em qualquer uma das duas situações, são dois tipos de ação, uma para alimentar o nascituro e outra em nome da própria mãe”, esclarece.

Carbone observa que o direito do nascituro está previsto no art 2º do Código Civil Brasileiro – “A personalidade civil da pessoa natural começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.” Ele esclarece que este dispositivo legal gerou o surgimento de três teorias sobre a personalidade (ou não) do nascituro: a teoria natalista, que defende que a personalidade tem início a partir do nascimento com vida; a teoria concepcionista, que defende que a personalidade começa a partir da concepção; e a teoria condicionalista, que defende que a personalidade começa com a concepção, sob a condição do nascimento com vida.

O advogado afirma ainda que esta última teoria, por seu caráter eclético e intermediário, acaba por atrair parte considerável da jurisprudência e doutrina nacional. É com base nesta linha de argumentação que o professor Sílvio Neves Batista defende que “o nascituro tem direito a alimentos, uma vez que é ser humano e necessita de refeições adequadas, tratamento pré-natal e assistência médica”.

Carbone lembra também que o Brasil ratificou o Pacto de São José da Costa Rica (decreto 678/92), que em seu artigo 4o determina que “toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido por lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”. Ou seja, “o Brasil precisa respeitar o pacto, porque do contrário estará descumprindo o que está estabelecido no artigo 5, § 2º da Constituição Federal”, enfatiza.

Estas foram algumas das teses nas quais o advogado se baseou para ganhar ações. Porém, além delas, o maior reforço, segundo Carbone, está mesmo na nova redação trazida no art. 2º do atual Código Civil. “O texto encerra de vez qualquer polêmica ao colocar entre vírgulas a expressão ‘desde a concepção’, determinando o exato instante em que começa a proteção ao nascituro”, conclui.

Vida a dois e a dificuldade de falar sobre dinheiro

Posso constatar pelos e-mails que recebo que a falta de diálogo focado nas questões financeiras é um problema para muitos casais. Penso que o primeiro fator que leva as pessoas a não falarem no assunto é o medo que sentem de mudar as estruturas existentes e comprometer o relacionamento. Sair da zona de conforto é um passo difícil mesmo quando não nos sentimos tão confortáveis assim!

Resolvi escrever esse artigo pensando nessas pessoas que me escrevem. Homens e mulheres angustiados buscando uma solução para a falta de diálogo familiar quando a situação financeira fica ruim. Não tenho a solução, até porque essa questão é comportamental e muito complexa para ser resolvida em algumas linhas.

O que respondo aos que me escrevem é que precisamos agir com Ternura, no Tempo certo e com Tenacidade. O principal é saber que o amor deve ser a base dos relacionamentos, pois são nesses momentos que a união deve ser fortalecida. Esse é com certeza o caminho, caso contrário sentimentos inferiores, como a raiva e o ressentimento acabam dominando a relação.

Muitos fatores levam um casal a terem dificuldades na hora de conversarem sobre as questões financeiras e a fazerem, juntos, um planejamento mensal. Como Gustavo Cerbasi diz em um de seus artigos, “cada um tem a sua maneira de lidar com dinheiro, não é difícil encontrar casais que não combinam nem um pouco nesse quesito. O resultado são brigas, discussões e até mesmo separações motivadas pela falta de planejamento financeiro”.

Pensando sobre as causas que levam muitos casais ao silêncio nas questões financeiras, principalmente quando a situação não é confortável, listo alguns aspectos comportamentais que observo em minha vida e em conversas com as pessoas sobre esse tema:

Não falar nos problemas é um modo fantasioso deles não existirem. Eles continuam existindo. Opção perigosa, pois quando passamos a viver esse silêncio, as dívidas viram uma bola de neve. Não ter controle sobre nosso mundo financeiro é a pior opção a ser feita;

Estilos de vida diferentes. Em alguns casais, esse aspecto é determinante no descontrole financeiro e pivô de muitas discussões. A diversidade é muito bem vinda e funciona quando há respeito e diálogo em busca de um denominador comum. Assim, o chamado “controlador ou pão duro” pode conviver sem problemas com “gastador”;

Exemplos de família. As experiências vividas na infância contribuem para formação de conceitos importantes em relação ao uso dinheiro e as diferenças nessa referência podem gerar atritos entre o casal;

Sentir-se refém. Quando a dependência financeira passa a ter um significado negativo, alguns comportamentos surgem, entre eles o medo de conversar sobre dinheiro e a aceitação do que o “provedor” decide sem questionamentos ou participação na tomada de decisões;

Rendas diferentes, conquistas diferentes e casais divididos. O problema nesse caso não é a diferença salarial e sim a falta de planejamento financeiro, de objetivos e decisões em comum.

O desafio de uma vida feliz a dois depende do esforço de ambos, cada um tem sua parcela de contribuição na construção de dias tranqüilos. Muitas vezes é preciso colocar os pés no chão e perceber que conto de fadas somente existe nos livros; na vida real não há espaço para ilusões e muito menos para a busca de seres humanos perfeitos.

Falo isso, pois existe uma tendência de idealização. Explico: acaba-se achando que o parceiro será capaz de atingir o modelo de príncipe ou princesa dos seus sonhos, colocando assim a solução dos problemas nas mãos do outro e aumentando o grau de exigência em relação a atitudes e comportamentos. Atenção! Tenho certeza que viver o real é muito melhor e capaz de surpresas incríveis.

Ao estabelecer uma relação estável, muitos acham que o parceiro também será um aliado na hora de pagar as contas e gerar receita. Nem sempre será fácil atingir esse modelo. Nesse sentido, a partilha das angústias e a educação financeira ajudam muito.

É preciso casar todos os dias. Lembre-se que é possível apaixonar-se pelo seu(sua) parceiro(a) várias vezes. As relações são dinâmicas e somos capazes de mudar para melhor quando quisermos. Falar sobre as questões financeiras com leveza é resultado de tudo isso. Abraço e felizes descobertas!

Vínculo afetivo entre pais e filhos se consolida quando não é uma obrigação

Projeto de lei propõe que pais que faltarem com as obrigações emocionais podem ser presos



Há que diga que o amor entre pais e filhos é incondicional, porém, muitas crianças e adolescentes sofrem, desde cedo, com a ausência ou maltratos característicos da violência doméstica. De acordo com o Ministério da Saúde e dados do Unicef, só em 2008, foram mais de 18.000 crianças e jovens agredidos no Brasil.
A cada uma hora, uma entre quatro crianças, sofre agressões físicas e psicológicas causadas pelos pais. Visando a redução destes números alarmantes, dois projetos de lei, que tramitam na Câmara dos Deputados, se propõem a interferir na relação entre pais e filhos, prevendo punição legal, incluindo indenização por danos morais e detenção, para os pais que não cumprirem suas obrigações materiais, morais e, agora, afetivas com os filhos.

Segundo os dois projetos de lei, os pais devem aos filhos, amor, educação e atenção, cuidados indispensáveis para que eles se desenvolvam livres de carências e feridas que causem cicatrizes e traumas (físicos ou emocionais). Por outro lado, os filhos devem aos pais idosos os mesmos cuidados. Mas até que ponto é possível medir o afeto? Ou ainda, como a falta dele pode ser prejudicial em algum momento da vida?
"É importante uma lei que regulamente e assegure aos desamparados afeto e atenção, porém, deve-se pesar na balança até que ponto estes cuidados, colocados como obrigação, são bem-vindos e sadios para crianças e jovens. Pode ser que a solução traga mais inquietações do que benefícios", explica a psicóloga Patrícia Spada.

Incondicional ou construído?

Para Patrícia, o amor entre pais e filhos depende muito do ambiente e das circunstâncias em que se desenvolve. "O amor e os laços de afeto são inatos entre mães e filhos e construídos entre pais e filhos, porém, nada disso faz muita diferença se o ambiente em que a família vive for repleto de dores e culpas", explica a psicóloga. "O ideal é manter o respeito e o amor, pois assim os laços se estreitam e a relação fica mais gostosa e cheia de cumplicidade", continua ela.

Falta de afeto x mimo

Mesmo recebendo todo o carinho e atenção necessários, crianças e jovens, em algum momento da vida, vão se sentir desprezados. Mais do que simples manha, este sintoma caracteriza uma fase natural da infância e juventude, portanto merece atenção.

Entretanto, Patrícia alerta para os perigos da aprovação do projeto de lei em relação a esta característica dos filhos: "Não tem como medir até que ponto é birra ou se é maltrato. As crianças não têm autonomia para lidar com esta responsabilidade e não sabem a dimensão de uma punição legal, mas ouvi-las é uma iniciativa importante na hora de tomar decisões relativas ao seu desenvolvimento", explica.

Ruim sem amor, pior com punição

"Não dá para obrigar alguém a amar. O amor se constrói em cima de bases sólidas, não de obrigações, senão deixa de ser amor", diz Patrícia.

A psicóloga explica ainda, que existem alguns fatores de risco para um bom vínculo afetivo entre pais e filhos e que a punição e a interferência judicial podem não ser as melhores maneiras de superá-las. "Se já está difícil formar laços com a convivência, é quase impossível resolver o problema com a polícia intermediando a relação. É traumático para quem denúncia e para quem é acusado", afirma a psicóloga.

Fatores de risco para o bom vínculo afetivo entre pais e filhos

Para Patrícia, os principais aspectos que influenciam na relação entre pais e filhos são:

1) Gravidez indesejada;

2) Conflitos no matrimônio;

3) Problemas no trabalho;

4) Falta de referências positivas de família e amor em decorrência da ausência dos pais;

5) Infância traumática.

Traumas para os pais

-Se os pais não agem intencionalmente e são movidos por algum dos fatores de risco, tendem a enfrentar problemas ainda mais sérios de depressão e angústia. "Nestes casos, os pais não fazem por mal, e daí vão se sentir cada vez mais culpados. É preciso procurar ajuda psicológica", explica Patrícia.

Os filhos são os que mais sofrem
"Além de já se sentirem rejeitados, os filhos ficam expostos a todos os traumas decorrentes não só do abandono, mas também da culpa pela punição que os pais recebem", explica Patrícia. Outros fatores bastante importantes nesta questão são os efeitos contrários desta punição.
Diante do "poder" de deter as principais autoridades da sua vida, os filhos podem desenvolver comportamento agressivo e egoísta, quando adultos, por crescerem acreditando que são capazes de vencer qualquer obstáculo, já que venceram até seus próprios pais. "Processar ou prender os pais resolve o problema material, mas não alivia a dor, ao contrário, a intensifica, pois, se antes os pais eram ausentes, agora, toda uma série de referências familiares se desfaz, e a criança se perde em meio a violência psicológica a qual é submetida", continua.

A contribuição da família para a independência da criança

Ajudar uma criança a ser independente é contribuir para o seu crescimento pessoal. Isso requer muito trabalho, carinho e dedicação. Um bichinho quando nasce, e é amamentado, depois do desmame, pode viver sem sua mãe, mas você já deve ter percebido que isso não acontece com as crianças, embora a cada dia que passa, elas pareçam nascer mais espertas.

Pois é, isso faz com que muitos adultos pensem que por serem espertas, e certamente inteligentes, precisam muito pouco dos adultos. Afinal, muitas crianças lidam com controles remotos e computadores muito melhor do que seus pais. Desde bebê, a criança necessita de ajuda e estimulação para tornar -se independente e com isso estar preparada para interagir com o meio em que vive. Já que um dia elas terão que conviver sozinhas, como por exemplo, na festinha do amigo ou no cinema com a(o) namorada(o), por isso, precisamos pensar no seu futuro.

Nada é mais gratificante para a família que ver seu filho fazendo gracinha, sentando sozinho, andando, falando, etc... só que tudo tem seu tempo e hora certa. Não se deve queimar etapas. Muitas vezes a criança é estimulada precocemente porque seus pais ficam ansiosos em mostrar o que a criança já sabe ou pode fazer.

A independência e estimulação da criança deve estar relacionada com sua idade, e adequada com suas condições físicas e psicomotoras. Por isso, produtos feitos para crianças são projetados e adaptados de acordo com a idade, como por exemplo: mordedores, mamadeiras com colher, andador com telefone, tapetes de encaixe e, por aí vai.

A medida que ela cresce, vai experimentando e desenvolvendo possibilidades em lidar com situações novas de tudo que lhe é oferecido e que está ao seu redor. É aí que começa o trabalho e a disponibilidade da família em compartilhar com a criança suas descobertas. Um bom exemplo disso, é quando aprende a comer sozinha. Numa fase anterior, a criança precisou levar o dedo ou um brinquedo na boca, assim, ela aprendeu que pode coordenar seu movimentos para levar a colher até a boca e que isso dependerá dela.

Tarefa difícil para quem tem que acertar a pontaria sem deixar cair um ou muitos grãozinhos. Tarefa difícil também, para quem tem que, vira e mexe, limpar todos esses grãozinhos do chão. Além da angústia da bagunça, a mãe fica preocupada em saber se isso é natural e se seu filho está bem alimentado. Então o que fazer? O melhor, é usar duas colheres: uma para a criança aprender e a sua para alimentá-la e ensiná-la a comer.

Essa participação acontece em todas as fases como sentar, falar, com os cuidados pessoais. Quando bem vivida essas fases, passam a ter uma relação de troca muito agradável para a criança e igualmente para quem está cuidando dela. Em geral, famílias ansiosas dificultam a criança a tornar-se independente porque tendem a fazer por ela, aquilo que ela pode fazer sozinha, embora de forma desajeitada.

A criança independente relaciona-se melhor com o mundo, por isso, na menor manifestação de interesse da criança em fazer algo sozinha, os pais devem incentivá-la, ao invés de querer fazer por ela e nem exigir perfeição. Curta seu filho e, acredite no seu bom senso.

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