* Por Dr. Moisés Chencinski

A escolha do Pediatra durante a gestação está se tornando uma prática saudável.

O mais comum é ouvir indicações de amigos, familiares, de seus planos de saúde, do Dr. Google (internet cada vez mais utilizada) e, após selecionar alguns nomes, avaliar seus horários de trabalho, localização do consultório, formas de contato (telefones do consultório, da residência, celulares, bips, e-mails, sites).

A partir daí, é interessante marcar uma consulta, por volta da 32ª semana de gestação, para conhecer esses profissionais e avaliar a empatia, a abordagem, o tipo de trabalho e condutas desses médicos. É importante que vocês se sintam seguros com o pediatra que vão consultar após o parto, já antes do nascimento da criança, e confortáveis com ele e com seu local de trabalho.
O médico atento procurará conhecer todos os fatores envolvidos nesse processo, desde os sentimentos dos pais em relação à gestação, se ela foi programada, os anseios, as preocupações e necessidades dessa família em relação à criança, até as dúvidas e preocupações em relação ao tipo de parto (normal, de preferência), a escolha de hospitais, alojamento.
O relacionamento do casal, medos e preocupações, experiências anteriores, estrutura econômica da família, expectativas em relação ao estilo de vida futuro são outros dados que interessam ao pediatra bem como o emprego (do casal) e a época do retorno ao trabalho, moradia (onde vai dormir essa criança) e até o efeito da chegada da criança na família e o relacionamento entre os irmãos.
Dados clínicos são fundamentais para a avaliação e prevenção de alguns possíveis distúrbios da saúde como a idade dos pais, histórico das famílias envolvidas, exames laboratoriais realizados em gestações anteriores e na atual, vacinações realizadas e pendentes. A existência de alergias, infecções, os hábitos, tais como fumo, álcool ou uso de drogas e medicamentos. O tipo sangíneo (A, B, O, ou AB) e o fator Rh (positivo ou negativo) também são de muito interesse.
Aproveitando a presença da família toda nessa consulta, inclusive os avós, se ainda não foi iniciado pelo obstetra, esse é o momento apropriado para discussão sobre as vantagens (emocional e nutricional) do aleitamento materno, técnicas, dificuldades e dúvidas sobre amamentação.
Dessa forma, todos ficam cientes que esse não é um processo que envolve apenas mãe-seio-bebê. Todos devem se comprometer a ajudar como puderem nessa difícil, porém fundamental fase de vida da família, quer seja estando ao lado dessa mãe quer seja cumprindo determinadas funções da casa que seriam de sua responsabilidade.

Tudo deve ser feito para estimular e manter o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida do bebê.
A orientação em relação às necessidades nutricionais e de saúde também da gestante pode ser feita nessa consulta, esclarecendo dúvidas e tabus, para diminuir o estresse familiar. Uma sugestão pouco citada, mas importante, é para que a grávida não manipule carnes cruas e que não mantenha contato com certos animais, como gatos, pelo risco da toxoplasmose e toxoplasmose congênita (causando problemas graves no bebê).

*Dr. Moisés Chencinski é  pediatra e homeopata – www.doutormoises.com.br

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