O bebê necessita de uma série de cuidados para ter um desenvolvimento psíquico saudável, e a amamentação constitui apenas um desses cuidados.
Não devemos encarar o leite materno só como alimento enriquecido com os melhores nutrientes para o desenvolvimento físico do bebê. O aleitamento é muito mais do que isso: representa uma experiência única, repleta de sensações, na qual o vínculo entre mãe e bebê é reforçado pelo contato corporal, apego e, principalmente, pelo afeto, que proporciona segurança a ambos. Mas nem sempre essa experiência se mostra satisfatória e prazerosa. Em alguns casos, o aleitamento feito com mamadeira pode ser até mais compensador para o desenvolvimento psíquico do bebê do que o realizado ao seio materno.
Outras necessidades do nenê incluem a rotina, a previsibilidade e a presença integral de alguém – seja a mãe ou outra pessoa – capaz de realizar essas tarefas. Quem deve prestar esses cuidados é a própria mãe, ou seja, a pessoa mais capacitada para tal função. No entanto, nem sempre isso é possível.
A amamentação, assim como outros cuidados prestados ao bebê, deve ser feita com regularidade, levando em conta a personalidade dele, bem como suas preferências e necessidades.
É importante dizer que toda mulher é capaz de amamentar seu filho ao seio, porém, isso deve ser prazeroso tanto para ela como para ele. A partir do momento em que isso se torna algo obrigatório ou imposto, perde sua função e deixa de ser bom, pois a relação precisa ser de integração e encontro. Se houver muitas dificuldades, a amamentação feita por mamadeira pode ser uma ótima solução e representar um grande alívio para ambos.
A amamentação deve ser realizada de forma natural, e a mãe que estiver envolvida com seu bebê saberá intuitivamente como fazê-lo. Nesse momento, ela precisa filtrar as influências e palpites de terceiros e confiar no que sabe de seu filho, justamente por conhecê-lo. Mas, caso tenha dificuldades, consultar um especialista pode ajudá-la a sentir-se mais segura para exercer sua função materna com confiança e serenidade.
Por Cynthia Boscovich

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