Segundo o neurologista Leandro Teles (CRM 124.984), o Ômega 3 é um dos mais importantes ácidos graxos para o corpo humano e, como não é produzido pelo corpo, deve ser incluso na dieta da gestante. “O DHA, ou Ácido docosahexaenóico, é um ácido do tipo Ômega-3, encontrado principalmente em peixes de água fria, como salmão e anchova. Esse ácido é um importante anti-inflamatório e antitrombótico, que limpa o interior das artérias e também estimula o cérebro do bebê, para que ele tenha uma melhor e maior quantidade de sinapses. Além disso, esse ácido melhora a visão e o desenvolvimento neuropsicomotor da criança”, explica.
A partir da 21ª a 24ª semana de gestação o cérebro começa a desenvolver-se formando as células nervosas que posteriormente serão os neurônios. Durante este processo, o feto produz mais células neuronais. “Nesta fase, o cérebro do bebê desenvolve-se rapidamente e assim continuará até os cinco anos. Por isso, a grávida deverá alimentar-se corretamente, garantindo um fornecimento adequado de nutrientes, especificamente de ômega 3”, afirma Teles.
Não é só na gestação que o nosso organismo não consegue sintetizar quantidades suficientes de Ômega 3, o que obriga que esta gordura seja obtida através da ingestão de alguns alimentos, essencialmente os peixes gordos marinhos, como é o caso do salmão. “Outro benefício do Ômega 3 é que ele pode ainda reduzir o risco de parto prematuro e pré-eclampsia, melhorar o peso da criança ao nascer, além de estimular a inteligência e a coordenação motora”, revela o neurologista.
Ômega 3: Onde encontrar?
As fontes principais de Ômega-3 são os peixes de águas profundas e frias como salmão, atum, bacalhau, cavala, sardinha, truta e os óleos de peixe. “A gestante pode abusar desses peixes. Só é preciso evitar os que têm muita concentração de mercúrio, como cação e peixe-espada, que podem trazer danos neurológicos ao bebê”, aconselha Teles.
A recomendação é que de dois a três gramas sejam ingeridas diariamente, durante toda a gestação. Além do ômega 3, os pais podem usar de outras estratégias para favorecer o desenvolvimento do cérebro do bebê. “Eles devem conversar com o bebê ainda na barriga da mãe, ler ou cantar. Esses gestos também fortalecem o órgão mais central do bebê que é o cérebro”, aconselha o neurologista Dr. Leandro Teles.

Fonte – Neurologista Leandro Teles (CRM 124.984), formado e especializado pela Universidade de São Paulo- www.leandroteles.com.br

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