Psicóloga especializada em terapia infantil esclarece que o posicionamento dos pais em relação ao ciúme entre irmãos é fundamental para o bom relacionamento da família.

Ciúme entre irmãos é comum. Na chegada de um novo irmãozinho, o sentimento de insegurança do primogênito pode gerar alguns conflitos. Em contra partida, o caçula também pode ser o ciumento da casa. Mas e quando a situação passa do limite?A psicóloga especializada em terapia infantil, Daniella Freixo de Faria, esclarece que o posicionamento dos pais em relação às disputas de atenção dos pequenos é fundamental para o bom relacionamento de uma família.

Segundo a especialista, cada filho é único e merece ser respeitado de acordo com as suas diferenças. Equiparar irmãos é um erro grave que compromete o crescimento saudável destes: “Mesmo tendo dez filhos, temos dez filhos únicos. Únicos em suas necessidades, em seu jeito, seu olhar, seu ritmo, seu gosto, suas gracinhas, sua própria vibração. Ao percebermos isso, como pais e educadores, não utilizaremos mais a comparação como a resolução de algo que não sabemos lidar.”

“O olhar dos pais para estes dois seres, que juntos crescerão com desafios muito parecidos e diferentes, fará toda a diferença em como essa relação se construirá. Ou na competição em busca de aprovação do fora, ou em colaboração devido a certeza do amor que receberam, sendo únicos e respeitados em sua unicidade.” Complementa a psicóloga, evidenciando que não é nem um pouco saudável instigar a competição entre os filhos.

Daniella lembra que com a chegada do segundo filho é comum o primeiro ser visto como a próxima vítima do ciúme. Porém, de acordo com a terapeuta, o tempo e a atenção que a mãe gasta com um recém nascido pode, sim, ser dividido, mas o amor nunca. É como se um segundo canal fosse aberto para a vinda da nova criança.

“A única diferença está em quem chegou primeiro e quem veio depois. Quando o irmão mais velho percebe o quanto é amado, admirado pelo menor, quando percebe que ali há mais alguém lhe dando atenção e amor , toda a insegurança inicial termina. E quando o caçula tem seu espaço legitimado, reconhecido e respeitado, também por seu irmão mais velho, esse amor pode ser curtido. O mais interessante nessa construção é percebermos como nós, pais, também crescemos nesse processo”. Finaliza Daniella Freixo.

Daniella Freixo de Faria

www.daniellafaria.com.br

  • Print
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Live
  • PDF
  • Twitter