Futuras mamães já têm como descobrir se tem tendência a obesidade durante e após a gestação

A gravidez é um momento especial e delicado para a mulher e requer cuidados especiais. A obesidade pós-gestacional é um problema comum e gera grandes riscos para a mãe e para o bebê. O fato de a mulher ganhar peso excessivo no período gestacional, é um fator de risco repleto de complicações como diabetes, trombose venosa profunda, hipertensão, e pré-eclâmpsia, principalmente no final da gestação.

Outro item importante é a associação da obesidade na gestação com o maior índice de mortalidade de recém-nascidos, já que a média de peso do bebê é maior que o normal, isto pode provocar riscos obstétricos durante o parto normal e um aumento o índice de cesáreas. Importante ressaltar também que o lado estético é importante nesse processo. Mães que retomam o peso de antes após o parto, se mantém muito mais saudáveis e menos propensas a desenvolver outros males.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, publicada na revista científica British Journal of Obstetrics and Gynaecology, revelou que mais de um terço dos óbitos relacionados à gestação correspondem a mulheres obesas. O estudo também concluiu que a obesidade aumenta em dez vezes o risco de a gestante ter infecções respiratórias e duplica o de sofrer com dores de cabeça e azia. Além disso, foi citado no artigo que gestantes obesas são mais propensas a sofrer ataques do coração.

O teste genético de obesidade pós-gestacional é um procedimento novo que avalia se a futura mãe terá ou não tendência a desenvolver a obesidade na primeira gestação. Hoje conhecer essa pré-disposição a obesidade, que a mulher parturiente tem, auxilia a forma que médicos e pacientes precisam seguir no que diz respeito a alimentação, exercícios físicos, hábitos, etc.

O exame é realizado através de uma pequena amostra de sangue coletada por punção digital e resultado em cinco dias. Deve ser realizado antes da primeira gravidez. O resultado possibilita aos médicos ginecologistas e obstetras a praticar a medicina preventiva personalizada em mulheres magras, com histórico familiar de obesidade pós-gestacional.

Como qualquer teste diagnóstico, este resultado deve ser interpretado conjuntamente com os achados clínicos e laboratoriais relevantes.

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